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quarta-feira, 16 junho, 2021
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“Oxigênio” mostra que o cinema na Netflix ainda tem fôlego

Estreou no último dia 12 de Maio, “Oxigênio” (Oxygen, 2021), thriller de ficção científica francês, dirigido e produzido por Alexander Aja, e estrelado por Mélanie Laurent, que ficou mundialmente conhecida em 2009 por ter dado vida à Shoshana Dreyfus, em “Bastardos Inglórios” de Quentin Tarantino. Na trama do filme, uma mulher desperta subitamente dentro do que parece ser uma câmara médica, trancada e com oxigênio limitado, sem lembrar o próprio nome, a própria vida, e tendo de usar a inteligência e os recursos limitados para descobrir uma maneira de sair e porque foi parar ali. Se a história parece ser básica demais, logo vemos que o hábil diretor tinha criatividade de sobra para conta-la.

Não recomendado para claustrofóbicos, o longa se arrisca ao contar uma história de sobrevivência dentro de um “set de filmagens” tão limitado, e faz bom uso de alguns recursos narrativos, feito flashbacks pontuais, mas assim como a protagonista, não temos respostas gratuitas e é preciso aguentar firme pela 1 hora e 40 minutos de duração para receber o desfecho da história. É como eu digo: se o mistério se mantém envolto e você ainda torce pelo protagonista, é porque o filme está cumprindo bem o seu papel, cimentado em cima de um bom roteiro. Em suma: ser simples é bem diferente de ser simplista. O pouquíssimo elenco se faz valer em cada presença e em cada descoberta que o filme entrega.

Cada segundo conta em “Oxigênio” da Netflix. Mélanie Laurent vive protagonista sem memória tentando sobreviver.

Além de me manter absolutamente entretido (e aflito) ao longo de toda a trama, devo tecer alguns elogios para a atuação inspirada de Mélanie Laurent (que a cada ano fica mais bonita), assim como para a belíssima direção e fotografia. O filme tem planos extremamente bem feitos e trabalha muito bem com as cores, afim de provocar emoções no espectador e passar claramente seu sentimento quanto às situações de tensão, medo e alívio. O francês Mathieu Amalric, que foi o vilão em “007 – Quantum of Solace” de 2008, aqui dá voz a M.I.L.L.O., a inteligência artificial da cápsula que conversa e interage com a protagonista, servindo inclusive como um bom alívio cômico em momentos oportunos, afinal de contas, o público assim como a protagonista, também precisa respirar. Gostei muito da edição e principalmente, da montagem do filme.

Em um ano como 2021, aonde temos todas as dificuldades possíveis para ter acesso ao cinema, afinal, ainda estamos em uma pandemia e temos inevitavelmente um calendário de estreias de filmes totalmente prejudicado, principalmente no Brasil, pais esse em que a pandemia parece estar um pouco longe de acabar (e sem querer entrar nesse mérito) e vemos aqui que a Netflix ainda trabalha com uma boa curadoria, principalmente para garimpar bons filmes em outros países, como é o caso deste. Acho que o streaming presta um verdadeiro serviço nesse sentido, democratizando assim o acesso a filmes estrangeiros, fora do eixo de Hollywood, aonde crescemos assistindo.

“Oxigênio” é um filme tenso, criativo, bem montado e que certamente vale a atenção de quem gosta de apreciar um bom cinema, mesmo que no sofá da sala de casa. Eu me surpreendi e sai do filme absolutamente satisfeito. Deixo aqui a minha recomendação e dentro em breve voltarei com ótimas dicas, tanto aqui quanto no Novo Dia Geek, que vai ao ar 11h todas às sextas-feiras, nos canais oficiais do Grupo Novo Dia, no Facebook, instagram e YouTube.

Felipe Gonçalves

Apresentador e colunista do Novo Dia Geek

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