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quarta-feira, 29 maio, 2024

Operação contra golpes na internet prende grupos em SP e DF e tira do ar 540 sites

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Em uma ação conjunta histórica, as Polícias Civis do Distrito Federal (PCDF) e de São Paulo (PCSP) uniram forças nesta quinta-feira (25) para desmantelar uma sofisticada organização criminosa especializada em golpes cibernéticos. A megaoperação, realizada em São Paulo, teve como alvo principal a desarticulação das atividades ilícitas deste grupo, que vinha causando prejuízos financeiros e transtornos para inúmeras vítimas em todo o país.

Com um efetivo significativo de agentes, a operação contou com o apoio de recursos tecnológicos avançados, visando identificar e neutralizar os responsáveis por uma série de fraudes online. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços suspeitos, resultando na prisão de membros-chave da organização.

Além das detenções, a megaoperação também teve um impacto significativo na esfera digital, com a derrubada de 540 sites utilizados pela organização criminosa para aplicar golpes. Esses sites, que enganavam e ludibriavam usuários incautos, foram retirados do ar, interrompendo suas atividades fraudulentas e protegendo potenciais vítimas.

Autoridades destacaram a importância da colaboração entre as polícias dos estados para enfrentar o crescente desafio dos crimes cibernéticos. A ação conjunta entre a PCDF e a PCSP reflete o compromisso das instituições em proteger os cidadãos e garantir a segurança no ambiente virtual.

A sociedade acompanha com expectativa os desdobramentos desta operação, que representa um marco na luta contra a criminalidade digital no Brasil.

Doze mandados de prisão foram cumpridos pelas autoridades policiais, acompanhados por dez mandados de busca e apreensão. Além disso, foram bloqueadas 50 contas bancárias pertencentes aos suspeitos e 540 domínios de sites falsos foram derrubados. A investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou no indiciamento de 61 pessoas. As prisões ocorreram em São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo.

Como o esquema funcionava

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o grupo criminoso alvo da operação desta manhã estava envolvido em golpes utilizando o conhecido esquema do falso site de leilão de carros, operando há pelo menos cinco anos. Para executar o esquema, os criminosos escolhiam sites legítimos de empresas renomadas no ramo de leilão de veículos e os replicavam de forma idêntica, alterando apenas a extensão do endereço eletrônico.

Enquanto os sites originais terminavam em “.com.br”, os sites clonados tinham a mesma aparência, mas com a terminação “.net”. Em seguida, os criminosos contratavam empresas de marketing digital para promover os endereços falsos nos principais mecanismos de busca, como o Google.

Dessa forma, quando os usuários procuravam pela empresa legítima, os sites clonados apareciam nos primeiros resultados de pesquisa, induzindo as vítimas ao erro. Ao acessarem os sites falsos, as vítimas interagiam com os criminosos através de números de telefone e WhatsApp fornecidos nos sites clonados, acreditando estar lidando com a empresa real. Os golpistas então convenciam as vítimas a realizar depósitos para dar lances em veículos falsamente anunciados.

O golpe era aprofundado com o envio de falsas notas de arrematação às vítimas, que só percebiam o engano meses depois, quando os carros nunca eram entregues e o contato com os criminosos era perdido após bloquearem os números de telefone.

O escritório utilizado pelos criminosos era uma sala alugada em um prédio comercial de Santo André, que foi alvo das buscas realizadas hoje. Segundo o delegado Erick Sallum, os autores do golpe trabalhavam em período integral na sala, aplicando golpes em vítimas em todo o Brasil, fazendo-se passar por uma empresa legítima.

O delegado destaca a importância da atividade da Polícia Judiciária diante da criminalidade moderna, que se aproveita do anonimato proporcionado pelo ambiente digital. Ele ressalta a necessidade de investimento em inteligência e capacitação técnica para combater eficazmente essas práticas criminosas.

Investigação

Os investigadores conseguiram identificar aproximadamente 540 websites maliciosos associados ao mesmo grupo criminoso. Após utilizar um mesmo nome falso em diversos golpes, essa empresa passava a atrair a atenção negativa em sites de reclamação, o que levava ao seu desligamento e à criação de um novo site sob uma identidade diferente, ainda desconhecida.

Em muitos desses sites, até mesmo o brasão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios era indevidamente utilizado, conferindo uma aparência de legitimidade aos golpistas, que se apresentavam como autorizados para realizar atividades naquela área.

Apenas na delegacia do Lago Norte de Brasília, responsável pela investigação, foram registradas dez ocorrências com prejuízos somados de R$ 470 mil. Estima-se, no entanto, que centenas de outras vítimas tenham sido lesadas em todo o território nacional.

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