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segunda-feira, 3 outubro, 2022

CPFL Piratininga registrou mais de 140 interrupções de energia por queimadas nas regiões de Jundiaí e Sorocaba em 2022

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As queimadas podem ser causadas por humanos ou pelo tempo seco que, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem e se proliferarem. Além disso, a ausência de chuvas – comuns nessa época do ano – faz com que as queimadas em larga escala aumentem. 

O assunto é discutido com grande empenho pelas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica, pois há sério risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão. 

Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Piratininga mostra que, apenas nas cidades que contemplam as regiões de Sorocaba e Jundiaí em 2021, foram contabilizadas 145 queimadas (de todas as proporções, sejam no campo ou na área urbana) responsáveis por interrupções no fornecimento de energia. Nos primeiros seis meses de 2022, o número está 23% maior que no mesmo período do ano anterior, com 63 ocorrências.

“Nosso trabalho de conscientização com o Guardião da Vida visa diminuir, ano após ano, o número de queimadas e ter o menor impacto possível no serviço prestado, e também alertar que, de modo geral, são prejudiciais para o meio ambiente e à saúde humana. Além dos prejuízos à distribuidora, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, além de emitirem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde, quando inalados”, afirma Amaury Haga, gerente de operações de Campo da CPFL Piratininga.

Os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. “O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras”, reforça Souza.

Entre os municípios com mais interrupções nas regiões, Sorocaba lidera o ranking com 40 ocorrências. Jundiaí ocupa a segunda posição com 23 e Indaiatuba fica em terceiro lugar, com 10 ocorrências.

Geral

Considerando todas as cidades atendidas pela CPFL Piratininga em 2021, as interrupções desse tipo caíram 67% em relação a 2020. Foram 415 ocorrências no ano passado contra 248 no ano anterior. 

Se compararmos apenas os primeiros seis meses de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, o número apresenta um crescimento de 6.5%.

De acordo com o estudo da distribuidora, Santos liderou o ranking geral de queimadas, totalizando 146 ocorrências, seguido por São Vicente (69) e Sorocaba (40).

Guardião da Vida

Considerando o impacto do assunto para a população, seja na segurança, seja na qualidade do fornecimento de energia, o grupo CPFL Energia, por meio da campanha Guardião da Vida, incentiva a discussão sobre o tema, a fim de promover uma reflexão sobre as atitudes que poderiam ser evitadas, reduzindo transtornos e até salvando vidas.

Na estiagem, a pouca umidade, a vegetação baixa e os ventos fortes são fatores que podem provocar incêndios. Além disso, até mesmo uma queimada mal controlada para atividades agrícolas também pode colocar em risco o fornecimento de energia, atingindo os cabos elétricos, desligando a rede e provocando prejuízos para todos, além de danos ao meio ambiente e à segurança da população.

O calor do fogo, mesmo quando não atinge diretamente os cabos elétricos, junto da fuligem levada pelo vento e grandes volumes de fumaça, também pode provocar curtos-circuitos ou rompimento de cabos, interrompendo o abastecimento de cidades inteiras. O ar quente gerado pode criar um campo ionizado, propiciando o fechamento de arcos elétricos* que desligam as linhas de eletricidade. 

Dicas:

  • Não realize queimadas em áreas próximas às redes elétricas.
  • Faça “aceiros” para controlar o fogo.
  • Respeite a “faixa de servidão” ao realizar o plantio.
  • Não solte balões. Além de ser proibido por lei, o balão provoca incêndios.
  • Não jogue pontas de cigarro acesas nas matas ou em acostamentos das rodovias. Muitos incêndios surgem desse ato.
  • Ao identificar um foco de incêndio, avise a Guarda Florestal e o Corpo de Bombeiros. Se for às margens de uma rodovia, ou próximo de uma rede elétrica avise também a concessionária ou órgão estadual responsável.
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