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sexta-feira, 3 dezembro, 2021
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100 mil alunos ainda não têm aulas em escolas públicas de São Paulo

No total, 23 municípios paulistas ainda não voltaram às salas de aula

A três meses do fim do ano, 23 municípios de São Paulo ainda não voltaram às aulas presenciais, mesmo com autorização do Estado desde fevereiro. São quase 100 mil crianças e jovens das redes estadual e municipal que estão sem ir à escola desde o início da pandemia, em março de 2020. Nessas cidades, a rede particular está aberta, aprofundando as desigualdades já existentes na educação. Bares, restaurantes e comércio também estão funcionando normalmente.
Entre as justificativas das prefeituras, que têm autonomia para decidir a abertura durante a pandemia, estão uma eventual transmissão da variante Delta e a espera pela vacinação completa dos professores, que acabou em setembro. O número de casos e mortes no Estado está em queda e as UTIs estão com cerca de 30% de ocupação. Mesmo assim, São Roque, por exemplo, depois de anunciar o retorno para setembro, recuou e marcou a volta só para 2022.
Em nota, a gestão informou que o prefeito Guto Issa (Podemos) recebeu pedidos de vereadores para que o retorno fosse adiado. Também está entregando kits de alimentação e tomou a decisão por causa da “perspectiva de aumento significativo de casos de contaminação do coronavírus com a variante Delta”. Segundo o boletim mais recente da prefeitura, havia sete casos positivos de covid em São Roque e três pessoas internadas nos hospitais.
Entre os municípios com maior número de alunos que ainda não voltaram, segundo levantamento realizado pelo Estadão com informações do governo estadual e do movimento Escolas Abertas, estão ainda Tupã, Ibiúna, Mairinque, Embu-Guaçu, Cajuru, Alumínio e Pereira Barreto. Parte desses municípios – como Tupã, Ibiúna e Embu – prevê o retorno à sala de aula este mês.
Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado, todas as cidades investiram os 25% do orçamento obrigatório em educação este ano, mas 11 das 23 não destinaram nenhum recurso do montante para enfrentamento da Covid em 2021 ou para mitigação dos impactos na aprendizagem. É o caso de Embu-Guaçu, onde um decreto do prefeito Zé Antônio (MDB). Procurada, a prefeitura informou que as aulas devem voltar no dia 4, mas o decreto ainda não havia sido publicado.
No Brasil, Norte e Nordeste têm maior porcentagem de municípios que ainda não voltaram ao presencial, segundo a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). No Pará, estima-se que 70% das cidades não abriram as escolas. Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Pernambuco também têm ainda muitas cidades sem o presencial.

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