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segunda-feira, 17 junho, 2024

Setor de serviços no Brasil registra maior crescimento em quase 2 anos

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O setor de serviços no Brasil acelerou em maio, registrando o crescimento mais rápido em quase dois anos graças à melhora na demanda, apesar do aumento das pressões de custo dos insumos, conforme revelado pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI) nesta quarta-feira.

“A economia de serviços do Brasil destacou-se em maio, apresentando um crescimento substancial, enquanto a indústria enfrentava dificuldades devido às enchentes no Rio Grande do Sul,” afirmou Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global.

O PMI do setor de serviços, compilado pela S&P Global, subiu para 55,3 em maio, frente aos 53,7 em abril, alcançando o nível mais alto desde julho de 2022. Impulsionado pelo aumento de novas encomendas e por tendências de demanda positivas, o índice avançou ainda mais acima da marca de 50, que distingue crescimento de contração.

O relatório da pesquisa destaca que os dados de maio excluem respostas de entrevistados do Rio Grande do Sul. Ressalta ainda que o PMI de serviços seria aproximadamente dois pontos mais baixo se ajustado para incluir as prováveis respostas negativas das empresas localizadas em regiões diretamente afetadas pelas enchentes, que, portanto, não puderam responder à pesquisa.

A expansão das novas encomendas aos fornecedores de serviços brasileiros atingiu, em maio, a maior taxa dos últimos 22 meses. Os participantes da pesquisa atribuíram esse aumento à robustez da demanda, ao crescimento no número de consumidores e a eventos locais que impulsionaram as vendas.

Somadas às expectativas positivas para a produção no médio prazo, essas condições levaram a uma nova rodada de criação de vagas de emprego em maio, no ritmo mais acelerado desde outubro de 2022.

A confiança dos fornecedores de serviços também atingiu o maior nível em nove meses, igualando o patamar de março, devido às expectativas de que as condições de demanda continuarão favoráveis ao crescimento.

Em relação à inflação, as empresas relataram novos aumentos nos gastos operacionais, com destaque para os custos mais altos de combustíveis, materiais, aluguéis e salários. Os preços cobrados pelos serviços continuaram a subir, embora a taxa de inflação tenha caído para o menor nível em oito meses.

Com o crescimento da indústria brasileira perdendo força em abril, o setor de serviços sustentou o crescimento da atividade empresarial no país. No entanto, o PMI Composto caiu de 54,8 em abril para 54,0 em maio, o menor nível em quatro meses.

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