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sábado, 24 fevereiro, 2024

Inteligência artificial aponta eficácia de antidepressivos

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Imagine poder antecipar em uma semana por meio da inteligência artificial, a eficácia de um medicamento no tratamento da depressão. A inovação é revolucionária e promete beneficiar significativamente os pacientes que enfrentam esse transtorno, permitindo que recebam tratamentos mais adequados e tenham uma qualidade de vida substancialmente melhorada.

Essa é a essência de uma pesquisa conduzida por especialistas dos hospitais acadêmicos Amsterdam UMC e Radboud University Medical Center. Por meio de um algoritmo de inteligência artificial desenvolvido por eles, conseguiram prever a eficácia de um antidepressivo no tratamento de pacientes com até 8 semanas de antecedência em comparação com os métodos tradicionais.

Os resultados dessa pesquisa foram divulgados na quarta-feira (7) no The American Journal of Psychiatry. Para realizar o estudo, os pesquisadores utilizaram dados de um estudo prévio realizado nos Estados Unidos. Nesse estudo, foram aplicados exames de ressonância magnética e coletados dados clínicos de 229 pacientes com depressão grave antes e depois de uma semana de tratamento com sertralina, um dos antidepressivos mais amplamente prescritos.

Os pesquisadores de Amsterdã desenvolveram e aplicaram um algoritmo a esses dados. Os resultados revelaram que o medicamento seria eficaz apenas para um terço dos pacientes, proporcionando assim aos psiquiatras a oportunidade de ajustar o tratamento para os outros dois terços. Essa descoberta promete uma abordagem mais personalizada e precisa no tratamento da depressão, melhorando significativamente a eficácia dos cuidados médicos.

“Liesbeth Reneman, professora de Neurorradiologia da Amsterdam UMC, afirma em comunicado: ‘Com esse método, já podemos prevenir 2/3 do número de prescrições ‘errôneas’ de sertralina e, assim, oferecer melhor qualidade de atendimento ao paciente. Porque o medicamento também tem efeitos colaterais.'”

Atualmente, a prática comum é prescrever antidepressivos aos pacientes e, após 6 a 8 semanas, verificar se o tratamento está surtindo efeito. Se os sintomas persistirem, outro medicamento é prescrito, um processo que pode se prolongar por semanas ou mesmo meses até que o tratamento seja ajustado adequadamente.

Na perspectiva dos pesquisadores, a inteligência artificial tem o potencial de acelerar esse processo de adaptação, prevendo mais rapidamente a eficácia do tratamento da depressão grave em comparação com os métodos convencionais. A próxima etapa, conforme os autores do estudo, é aprimorar o algoritmo adicionando informações adicionais.

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