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sábado, 13 abril, 2024

Estudo revela eficácia do aborto por telemedicina

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Um extenso estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que as pílulas abortivas prescritas após consultas por videochamada ou mensagem de texto são tão seguras e eficazes quanto os procedimentos realizados de forma presencial. Este estudo assume maior importância em um contexto onde o acesso ao aborto foi drasticamente reduzido em muitas regiões do país nos últimos anos.

Após a decisão da Suprema Corte dos EUA em 2022 de eliminar o direito nacional ao aborto, pelo menos 14 estados impuseram proibições definitivas do procedimento, enquanto muitos outros restringiram o acesso ao aborto após determinado estágio da gravidez.

A questão do acesso à pílula abortiva também ganha destaque neste ano, especialmente considerando que os direitos ao aborto emergiram como uma pauta crucial na próxima eleição presidencial.

O estudo recente, publicado na Nature Medicine nesta quinta-feira (15), reforça décadas de evidências acumuladas em várias partes do mundo, indicando que os abortos por telemedicina são seguros e eficazes.

A pesquisa, liderada por Ushma Upadhyay na Universidade da Califórnia, utilizou dados de 6.034 abortos realizados por meio de três clínicas virtuais que operam em 20 estados e Washington D.C. entre abril de 2021 e janeiro de 2022.

Em 2021, a Agência Reguladora de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) revogou sua exigência de que o uso da primeira droga no aborto médico, a mifepristona, ocorresse apenas após consulta presencial, embora essa decisão esteja atualmente sob contestação na Suprema Corte.

De acordo com o estudo, 97,7% dos abortos foram concluídos após o tratamento inicial, e 99,8% não resultaram em nenhum evento adverso grave. Esses números são comparáveis aos dados de abortos médicos realizados em clínicas presenciais no início da gravidez.

Além disso, a pesquisa não identificou diferenças significativas em termos de segurança ou eficácia entre os pacientes examinados por vídeo ou mensagem de texto.

O estudo destaca que o aborto por telemedicina, utilizando a combinação de mifepristona e misoprostol, tornou-se fundamental para lidar com os aumentos na demanda em estados onde o aborto permanece legal.

Afirma-se no estudo que “as políticas que restringem o aborto por telemedicina com base em preocupações ou alegações sobre eficácia ou segurança precisam ser revisadas para garantir o acesso equitativo a este serviço de saúde essencial”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso deste método no início da gravidez.

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