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domingo, 26 maio, 2024

Tabagismo durante a gestação pode acelerar processo de envelhecimento do feto

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Fetos expostos ao tabagismo materno e indivíduos que foram fumantes durante a infância podem apresentar um envelhecimento biológico mais rápido do que sua idade cronológica, revela um novo estudo publicado na revista científica Science Advances, nesta sexta-feira (3).

O estudo quantificou o impacto da exposição precoce ao tabaco no envelhecimento biológico e na suscetibilidade a condições como doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Analisando mais de 276 mil participantes, a pesquisa investigou as relações entre exposição intrauterina ao tabagismo, tabagismo na infância e envelhecimento biológico acelerado.

A idade biológica reflete o estado de funcionalidade e preservação do organismo, sendo influenciada por fatores como estilo de vida, ambiente e outros elementos externos. Dessa forma, é comum que ela não corresponda exatamente à idade cronológica, que se baseia nos anos transcorridos desde o nascimento de uma pessoa.

A pesquisa atual revelou que a exposição ao tabaco durante a infância, incluindo o período gestacional, pode acelerar o envelhecimento biológico além da idade cronológica, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças pulmonares, diabetes, doenças cardíacas e câncer.

Como foi o estudo?

Para conduzir o estudo, os pesquisadores avaliaram 276.259 participantes do Biobank, um banco de dados do Reino Unido, dividindo-os em grupos com base na exposição intrauterina ao tabaco e ao tabagismo na infância, ou na ausência dessas exposições.

As amostras de sangue dos participantes foram testadas utilizando duas métricas estabelecidas previamente, conhecidas como KDM-BA e PhenoAge, que incorporam diversos biomarcadores indicativos da idade biológica. Além disso, foi examinado o comprimento dos telômeros das células dos participantes, os quais funcionam como um “relógio biológico” e encurtam com o passar do tempo durante o processo de envelhecimento biológico.

De acordo com os resultados do estudo, os indivíduos expostos ao tabaco durante a gestação apresentaram uma idade biológica superior à sua idade cronológica, sendo 0,26 anos KDM-BA e 0,49 anos PhenoAge mais velhos, respectivamente. Além disso, observou-se uma redução média de 5,34% no comprimento dos telômeros desses participantes.

Por outro lado, aqueles que fumaram durante a infância exibiram uma idade biológica mais avançada em relação à sua idade cronológica, com diferenças de 0,88 anos KDM-BA e 2,51 anos PhenoAge. Esses indivíduos também apresentaram uma diminuição média de 10,53% no comprimento dos telômeros.

Além disso, os participantes que foram expostos ao tabaco durante a gestação e também fumaram durante a infância mostraram uma idade biológica ainda mais avançada, sendo 1,13 anos KDM-BA e 2,89 anos PhenoAge mais velhos do que sua idade cronológica.

Os autores do estudo enfatizaram a importância da cessação precoce do tabagismo, independentemente da predisposição genética, como uma medida crucial na resistência ao envelhecimento biológico e na prevenção de doenças relacionadas ao processo de envelhecimento.

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