18.3 C
Jundiaí
terça-feira, 28 maio, 2024

Amigo de Robinho contesta acusação de estupro envolvendo o ex-jogador

spot_img

Clayton Florêncio dos Santos, conhecido como Claytinho e amigo do ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo, deu sua versão sobre o caso em uma entrevista exclusiva ao podcast Grampos de Robinho, do UOL. Segundo ele, na noite de janeiro de 2013, não houve crime, mas sim uma “orgia”. Claytinho defendeu Robinho, alegando que a vida do atleta foi “destruída” pelas acusações.

Robinho foi preso em Santos no último dia 21 e está na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, onde deverá cumprir a sentença. Ele deixou o país antes de ser processado, por isso não foi preso na Itália. Após o STJ decidir que ele deve cumprir a pena no Brasil, o pedido de prisão imediata foi expedido. Ele deverá cumprir a sentença em regime fechado, uma vez que o crime é considerado grave e tem pena maior que 8 anos de prisão.

O trecho citado destaca a alegação de uma fonte não identificada, feita com exclusividade a um site, em defesa de Robinho e seus amigos, afirmando que eles não cometeram estupro. A declaração enfatiza a posição de que estupradores merecem punição, mas nega a participação de Robinho e seus amigos no crime.

O relato do amigo de Robinho detalha a noite do crime pelo qual o ex-jogador foi condenado, ocorrido no barco Sio Café, em Milão. Segundo ele, a vítima, uma mulher albanesa com quem ele tinha contato há cerca de um ano por uma rede social, estava acompanhada por mais de um amigo seu, o que achou estranho.

Durante a noite, a vítima teria consumido vodka, que era servida pelos brasileiros, mas o amigo negou que ela estivesse embriagada, afirmando que ela continuava a beber sem aparentar sinais de embriaguez. No entanto, ela acabou passando mal “por causa da bebida”, conforme admitiu o amigo de Robinho. Ele relatou que ela chegou a chorar por estar passando mal e precisou falar com suas amigas, além de ter vomitado.

Embora Robinho e seus amigos afirmem que as relações foram consensuais e que participaram de uma orgia com a consciência de todos os envolvidos, a Justiça italiana entendeu que a jovem estava inconsciente naquela noite. Escutas de conversas entre eles sobre o caso foram utilizadas na investigação e contribuíram para a condenação do atleta.

Mais envolvidos

Além de Robinho, o motorista Ricardo Falco também foi condenado pela justiça italiana no caso de estupro coletivo. Falco aguarda para saber se deverá cumprir a pena no Brasil. Clayton Santos, Fabio Galan, Rudney Gomes e Alex “Bita” Silva foram denunciados no mesmo caso, mas a ação está parada porque nunca foram oficialmente informados da acusação, o que os impede de se defender.

Clayton Santos, conhecido como Claytinho, é o único amigo de Robinho que não aparece nos clipes usados como prova nas reportagens sobre o caso. No entanto, nas gravações, Robinho menciona que ele participou do ato. Claytinho afirma que as palavras foram ditas em tom de brincadeira.

“O cara não cometeu crime nenhum. O único crime que o Robinho cometeu ali foi naqueles áudios, naquela brincadeira que ele fez. […] Ele falou um monte de merda. Quem está com a gente, sabe: ele fala um monte de merda brincando. Destruíram a vida do Robinho. Eu me sinto muito preocupado também”, declarou.

Detalhes

As declarações de Clayton sugerem que, durante a noite do incidente, ele foi chamado por Robinho até a chapelaria, onde viu a vítima envolvida em atividades sexuais com Alex e Falco, aparentemente de forma consensual. Ele mencionou que tentou ter relações com ela, mas não conseguiu, e que Galan também tentou, sem sucesso.

Clayton afirmou que Robinho também tentou ter relações com a jovem, mas não tinha camisinha. Ele alegou que a vítima insistia em só fazer sexo com proteção e mencionou o temor de Robinho devido à sua esposa e à possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Clayton também sugeriu que Robinho, devido à sua vida agitada e ao marketing, tem “memória curta” e teria falado coisas sem sentido nos áudios veiculados em reportagens, nos quais ele teria dito que a vítima estava bêbada.

Clayton defendeu seus amigos, argumentando que o encontro foi uma orgia consensual, com todos participando de forma consciente. Ele enfatizou que esse tipo de atividade é praticada por muitas pessoas na sociedade e que é importante buscar locais apropriados, em vez de forçar alguém ou atacar alguém contra a vontade.

PUBLICIDADEspot_img

SUGESTÃO DE PAUTAS

PUBLICIDADEspot_img
PUBLICIDADEspot_img

notícias relacionadas