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terça-feira, 28 maio, 2024

Estudo sugere que Marte pode ter influência sobre os oceanos da Terra

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Marte, situado a cerca de 220 milhões de quilômetros da Terra, mostra-se capaz de influenciar os oceanos profundos do nosso planeta, segundo uma recente pesquisa. Esta influência é manifestada através do impulsionamento de ‘redemoinhos gigantes’, revelando uma conexão intrigante entre os dois planetas.

Analisando sedimentos coletados em centenas de locais de águas profundas ao longo de meio século, os cientistas embarcaram numa jornada no passado da Terra, retrocedendo dezenas de milhões de anos. O objetivo era compreender melhor a intensidade das correntes oceânicas profundas. Os resultados surpreenderam.

Segundo um estudo publicado na revista Nature Communications na terça-feira (12), os sedimentos revelaram que as correntes oceânicas profundas da Terra passaram por períodos de enfraquecimento e fortalecimento ao longo de ciclos climáticos de 2,4 milhões de anos. Adriana Dutkiewicz, coautora do estudo e sedimentologista da Universidade de Sydney, na Austrália, afirmou que os cientistas ficaram surpresos com a descoberta desses ciclos e sugeriu que a única explicação plausível seria a influência das interações entre Marte e a Terra durante suas órbitas ao redor do Sol. Os autores destacam que este é o primeiro estudo a estabelecer essas conexões.

Essa influência mútua entre os dois planetas é resultado de um fenômeno chamado ‘ressonância’, que ocorre quando dois corpos em órbita aplicam um ’empurrão’ e uma atração gravitacional um ao outro, às vezes descrito como uma harmonização entre planetas distantes. Essa interação afeta a forma de suas órbitas, modificando sua proximidade e distância em relação ao Sol.

A interação entre a Terra e Marte tem revelações surpreendentes: ciclos climáticos de 2,4 milhões de anos afetam as correntes oceânicas e o clima. Através de um estudo publicado na revista Nature Communications na terça-feira (12), cientistas revelaram que esses ciclos se traduzem em períodos de aumento da energia solar, resultando em um clima mais quente e correntes oceânicas mais vigorosas.

Dietmar Müller, professor de geofísica na Universidade de Sydney e coautor do estudo, esclarece que esses ciclos naturais não estão relacionados ao rápido aquecimento global atual causado pela atividade humana, como a queima de combustíveis fósseis.

Os redemoinhos oceânicos profundos, descritos como ‘redemoinhos gigantes’, desempenham um papel crucial. Eles erodem o fundo do oceano e podem mitigar os impactos de um potencial colapso da Circulação Meridional do Atlântico (AMOC), uma corrente oceânica vital.

Os cientistas alertam para os sinais preocupantes da possível queda da AMOC, mas ressaltam que, mesmo em um cenário de colapso, outros processos oceânicos, como os redemoinhos, podem continuar a misturar o oceano, evitando a estagnação e seus efeitos desastrosos.

Apesar das especulações sobre o papel dos redemoinhos em climas mais quentes, ainda há incertezas sobre como esses processos afetarão o oceano e a vida marinha no futuro. Os autores esperam que seu estudo contribua para a construção de modelos climáticos mais precisos e prognósticos futuros mais confiáveis.

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