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Jundiaí
quarta-feira, 17 abril, 2024

Câmara: tudo aprovado, inclusive projeto ilegal

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A Câmara de Jundiaí realizou nesta terça-feira (20) sua segunda sessão do ano. Bem mais calma e ordeira que a primeira – à exceção de uma bronca de vereador na plateia. Em seu início, houve a leitura habitual da ordem do dia,  das correspondências e outros documentos. Passou-se então à Tribuna Livre.

E em ano eleitoral, não falta assunto para os oradores inscritos. O primeiro, Marcelo Canale, lembrou de um projeto de contenção de enchentes, feito por empresa contratada pela Prefeitura em 2017. Esse projeto previa a construção de reservatórios em vários lugares, limpeza da calha de rios e córregos, mas… até agosto do ano passado – segundo Canale – nada havia sido feito.

Três outros oradores sucederam Canale na tribuna – um (Katia Elisa Correia) para falar das maravilhas que já aconteceram na região Oeste, com rasgados elogios ao vereador Romildo Antonio; outro, Thaiza Salviano Souza, falou sobre a Constituição Federal e a Lei Orgânica de Jundiaí, deixando no ar alguns críticas irônicas; e o último (Anderson Camejo) falou sobre proteção aos animais. Segundo ele, 76% dos abandonos de animais acontecem quando o animal fica doente e precisa de veterinário; como seus donos não têm condições de pagar, acabam abandonando o bichinho. E foi áspero: O Debea (Departamento do Bem Estar Animal) não serve pra nada.

Pausa na sessão. Rosemary Bardi das Fonseca Mazzi se aposentou. Era funcionária da Câmara há 32 anos, no setor de recepção. Foi homenageada pelos vereadores. Outro homenageado foi o arquiteto César Harada. Se houve produtividade, houve também escorregões na língua pátria.

Edicarlos Vieira andou se pronunciando, e outro vereador, Madson Henrique, embarcou no mesmo tema. E começou assim: “aproveitando a fala que foi falada…” Mas pouca gente percebeu.

O gestor da Unidade de Abastecimento, professor Eduardo Alvarez, foi convidado a explicar o projeto que reformula o SIM (Serviço de Inspeção Municipal). E explicou direitinho – agora o serviço vai controlar também os produtos de origem vegetal, como a cachaça, vinho e cerveja artesanal. O projeto, de autoria do prefeito, foi aprovado por unanimidade, e Alvarez, aplaudido.

Mas nem tudo foram flores. O vereador Kachan Jr. apresentou projeto para colocar sinais sonoros nos semáforos. E detalhou – além do bip, mensagem de voz. É um projeto ilegal, uma vez que qualquer iniciativa que importe em despesas não pode ter autoria de vereadores, e sim da dona do dinheiro – no caso da Prefeitura.

Mau exemplo

Em determinado momento, o vereador Romildo Antonio pediu questão de ordem, foi à tribuna e passou um sabão na plateia. Lamentou que muita gente estava conversando enquanto se discutia um projeto importante (o do SIM), e afirmou que “a Câmara não é mercado de peixe”. Romildo até tem razão, mas podia começar dando exemplo.

Durante toda a sessão, havia vereadores conversando entre si, enquanto projetos eram discutidos. Alguns  saíram constantemente para atender telefone. E a vereadora Quézia de Lucca não parava em sua cadeira – a cada pouco ia conversar com alguém na plateia. E, enquanto esteve sentada, conversou muito com o vereador Daniel Lemos, seu parceiro de bancada.

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