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quarta-feira, 17 abril, 2024

Escola  promove confraternização, inclusão e acolhimento de crianças surdas

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Na semana passada, o Cemeb (Centro Municipal de Educação Básica) Professor Carlos de Almeida (Promeca), de Várzea Paulista, realizou o Acolhimento aos Surdos. O evento, apoiado pela Unidade Gestora de Educação, incluiu uma palestra do professor e intérprete de Libras Eder Jessé Rodrigues Zanella, apresentações feitas por alunos surdos e ouvintes, e várias demonstrações de acolhimento às crianças surdas presentes e familiares. O intuito foi que alunos surdos de várias escolas municipais e ex-alunos municipais surdos se conhecessem e tivessem contato com profissionais e uma criança surda de Itatiba.

A iniciativa também celebrou o Dia Nacional do Surdo (26 de setembro), no espírito do Setembro Azul, movimento que evidencia a comunidade surda e seus desafios.

Segundo a organizadora, a professora e intérprete de Libras da Rede de Ensino de Várzea Paulista, Dilma Rodrigues, a ideia foi gerar integração e acolhida importantes. “A intenção é que os familiares se juntem, possam se conhecer e saibam que não estão sozinhos nessa situação. Queremos fazer um bate-papo entre a gente e um acolhimento dos surdos da rede e de um profissional de outra cidade. É uma oportunidade de nos conhecermos e termos um olhar amplo”, declarou.

Um ponto importante da tarde inclusiva e fraterna foi uma encenação que teve como protagonista a aluna surda Nicolly Jesus Garuzi, do 5º ano C. No momento artístico, alunos ouvintes simularam com a estudante uma corrida na qual cada um tinha uma dificuldade, mas, ao perceber que a estudante caiu e dificilmente conseguiria concluir a disputa, levantaram-na e a carregaram, para todos terminarem juntos.

“A encenação tem o objetivo de chamar a nossa atenção a respeito das diferenças com as quais lidamos em nosso dia a dia. São dificuldades diversas, mas, com o olhar de empatia, carinho e solidariedade e, principalmente, de respeito ao próximo, é possível alcançarmos nossas metas e objetivos. Quando a gente caminha junta, sem pressa e respeita as diferenças, todos nós conseguimos alcançar nossas metas, independentemente das circunstâncias”, explica a professora que coordenou a apresentação, que dá aulas para Nicolly, Gabriela Marafioti.

Alunos ouvintes que convivem com as crianças surdas da escola Prof. Carlos de Almeida também interpretaram uma canção em Libras, e o intérprete Eder Jessé falou um pouco sobre como lidar com surdos de modo geral e trabalhar com alunos surdos em sala de aula, além de aborda o papel desses profissionais em outras localidades. O tradutor, bastante experiente, atua há 19 anos pelo Instituto Phala, de Itatiba, tem uma escola de Libras, chegou a fazer tradução para a Rede Globo e trabalhou com a atleta de futebol surda Stefany Krebs, quando esteve no Palmeiras.

O diretor da escola, Wesley Araújo, comemorou a realização do evento, agradeceu, de modo especial, a sabedoria e sensibilidade demonstradas pela intérprete Dilma, disse que trabalhar com Nicolly e a professora Gabriela é um verdadeiro presente, e destacou a convivência harmoniosa entre alunos ouvintes e surdos, marcada pela troca de conhecimentos, aprendizado e sensibilidade. “Reforço que nossa escola tem um projeto de inclusão plena, não só em relação a alunos com deficiência, mas a todas as crianças que precisam de apoio financeiro, emocional ou de qualquer outro tipo. Aqui ninguém pode ficar para trás”, afirmou.

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