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segunda-feira, 22 abril, 2024

Cientistas alertam prejuízo de US$ 24 trilhões com aquecimento global

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O aquecimento global pode custar ao mundo até US$ 24 trilhões (R$ 119 trilhões, na cotação atual) nos próximos 36 anos, alerta um novo estudo liderado pelo professor Dabo Guan, da University College London, de Londres, na Inglaterra.

Dabo Guan classificou como “impressionantes” os impactos econômicos das alterações climáticas. “Estas perdas agravam-se à medida que o planeta aquece, e quando se consideram os efeitos nas cadeias de abastecimento globais, mostra-se como todos os lugares estão em risco económico”.

Os efeitos climáticos decorrentes das emissões de gases de efeito estufa abrangem secas, incêndios florestais, elevação do nível do mar, intensificação das ondas de calor e eventos meteorológicos extremos, como tempestades tropicais.

Pesquisadores preveem que, até 2060, as perturbações econômicas se espalharão por diversas indústrias, como turismo, transporte, produção de alimentos e cuidados de saúde.

O aumento das ondas de calor, que podem tornar inviável o cultivo de certas culturas, acarretará prejuízos bilionários para a indústria agrícola. Enquanto as inundações causadas pela elevação do nível do mar demandarão a construção de infraestruturas custosas.

Além disso, os custos com saúde aumentarão devido às pessoas expostas ao calor extremo, e as paralisações no trabalho afetarão as empresas quando as condições climáticas tornarem o ambiente impraticável.

Se os países se tornarem excessivamente quentes ou enfrentarem desastres climáticos, como inundações, a atração turística diminuirá, prejudicando assim a economia local.

Para o estudo, a equipe analisou as perdas econômicas previstas em três cenários projetados de aquecimento global, conhecidos como “Caminhos Socioeconômicos Compartilhados” (SSPs), com base nos níveis projetados de emissões globais baixos, médios e altos.

Na melhor das hipóteses, o mundo se direcionará para um “caminho mais sustentável”, onde as emissões de gases de efeito estufa serão reduzidas, resultando em um aumento das temperaturas globais de apenas 1,5°C (2,7°F) em relação aos níveis pré-industriais até 2060.

Em um cenário de “meio-termo”, amplamente considerado onde a Terra se encontra atualmente, as tendências climáticas permanecem consistentes com os padrões históricos, e as temperaturas globais aumentam cerca de 3°C (5,4°F).

No entanto, no cenário temido de pior caso, os seres humanos enfrentariam um mundo de “crescimento rápido e irrestrito na produção econômica e no uso de energia”, resultando em um aumento robusto de 7°C (12,6°F) nas temperaturas globais.

O estudo indica que as perdas econômicas projetadas serão quase cinco vezes maiores no caminho de emissões mais elevado do que no caminho de emissões mais baixo.

Com base na quantidade de gases de efeito estufa emitidos, estima-se que as perdas econômicas líquidas variem entre US$ 3,75 trilhões (R$ 18,6 trilhões) e US$ 24,7 trilhões (R$ 122 trilhões) até 2060.

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