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quarta-feira, 29 maio, 2024

Assistidos pelo Braille participam de ação em terminal

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A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte, por meio do Departamento de Transporte Público, em parceria com o Instituto Jundiaiense Luiz Braille, promoveu na manhã de segunda-feira (25) no Terminal Central, uma ação de inclusão com os assistidos do Instituto. O objetivo foi reabilitar, desenvolver e devolver a mobilidade às pessoas, incentivando a prática autônoma ou semiautônoma para pessoas com deficiência visual, ou baixa visão, resultando na integração à sociedade.
A instituição conta com 182 pessoas que passam por atendimento, sendo 103 adultos, 68 crianças e 11 adolescentes, atendidos diariamente. No treinamento participaram 13 assistidos.
“O intuito da ação é que os assistidos participem de um treinamento de Orientação e Mobilidade, pois, muitos possuem dificuldades em utilizar o transporte público, não conhecem um ônibus, não sabem a dimensão dele, por isso esse processo é tão importante na reabilitação dessas pessoas. É um treinamento com a maior segurança possível”, explica o professor de Orientação e Mobilidade do Instituto Jundiaiense Luiz Braille, Eduardo Drezza.
A Gisele de Oliveira levou o filho Leonardo de Oliveira, de 6 anos na ação. Para ela isso vai fazer uma diferença enorme na evolução e sociabilidade do garoto. ”Ações como essa são muito importantes para garantir a acessibilidade e a mobilidade dele. Essa interação com outras pessoas vai melhorar o convívio e dar mais autonomia para o Leonardo”, explica a mãe.
E o Leonardo adorou. “É muito legal estar no meio dos adultos. Eles estão me tratando bem. Gostei de conhecer o ônibus e vou falar para todos meus amigos que andei de ônibus hoje”, comenta o Leonardo.
Jundiaí conta atualmente com uma frota 230 ônibus, todos adaptados, 92 com ar-condicionado, todos com sinal de wi-fi e 4 câmeras de segurança por veículo, proporcionando maior conforto e acessibilidade aos usuários.
A aposentada Raquel Rolim, perdeu a visão há três anos; para ela essa ajuda é essencial na sua reabilitação. “Eu fui perdendo a visão por conta de uma degeneração da retina e por conta disso eu tive que reaprender a viver e trabalhos como esse ajudam muito no processo de ressocialização e autonomia”, explica Raquel.
Depois da explicação foi a hora de dar uma volta de ônibus pelas ruas de Jundiaí. Muitos entraram pela primeira vez num coletivo, caso de Leandro Matheus, de 18 anos, que é deficiente visual desde que nasceu. Para ele foi um dia mais que especial – pela primeira vez andou de ônibus sozinho. “É uma sensação diferente porque eu nunca tinha andado de ônibus sozinho, a sensação de liberdade é gratificante porque nós temos que viver, a vida não pode parar”, conclui Leandro.

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