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sábado, 24 fevereiro, 2024

Valdemar Costa Neto é preso por porte ilegal de arma

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Nesta quinta-feira (8), em Brasília, a Polícia Federal (PF) deteve Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), sob acusação de porte ilegal de arma.

Valdemar Costa Neto estava entre os alvos de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que tem como foco uma organização criminosa acusada de tentar promover um golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) na Presidência após sua derrota nas eleições de 2022.

A sede do Partido Liberal (PL), sujeita a buscas, está localizada no Brasil 21, mesmo prédio onde reside Valdemar.

Um total de 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares foram emitidos no âmbito da operação. As buscas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo realizadas nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Os alvos

Mandados de busca e medidas cautelares

  • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;
  • Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
  • General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  • Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército expulso após punições disciplinares;
  • Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;
  • Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;
  • Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
  • Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário que teria ajudado a montar falso dossiê apontando fraude nas urnas eletrônicas;
  • Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;

Mandados de prisão

  • Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;
  • Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército;
  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.
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