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sábado, 13 abril, 2024

Pesquisador brasileiro pode ter descoberto um novo planeta no Sistema Solar

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Em um estudo recente realizado por pesquisadores brasileiro e japonês, surge a hipótese da existência de um novo planeta no Sistema Solar.

Os astrônomos Patryk Sofia Lykawka, brasileiro e atualmente professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, afirmam que o possível planeta estaria localizado além de Netuno, no Cinturão de Kuiper.

Em seu trabalho publicado na revista The Astronomical Journal, eles escreveram: “Prevemos a existência de um planeta semelhante à Terra e outros objetos transnetunianos em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar”.

Os pesquisadores exploram o Cinturão de Kuiper, uma região situada aproximadamente a 30 unidades astronômicas de distância de Netuno, que é habitada por rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.

O alegado novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior que a Terra, superando significativamente os planetas anões encontrados no Cinturão. Mesmo Plutão, que foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.

Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas continuam a busca, estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que possam indicar a presença de um planeta maior.

“Com base em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um planeta hipotético com massas semelhantes à Terra (testando várias órbitas para o planeta), obtivemos resultados que podem explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel crucial desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper”, explicou Patryk em uma entrevista à Unisinos, universidade do Rio Grande do Sul onde ele se formou em física e matemática antes de se mudar para o Japão.

Para continuar a pesquisa, Patryk planeja realizar novas simulações e aprimorar os resultados. “Dessa forma, a massa e a órbita do planeta hipotético podem ser ainda mais refinadas”, acrescentou.

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