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segunda-feira, 24 junho, 2024

“Drácula – A Última Viagem de Deméter”: terror em alto mar

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Inspirado na lenda do icônico vampiro, Drácula – A Última Viagem do Deméter acompanha a história de um navio fretado para transportar cargas particulares. Estranhos eventos começam a acontecer com a tripulação, que tenta sobreviver à viagem, perseguidos por uma presença misteriosa a bordo do navio. O longa metragem marca a estreia na sala do cinema do Moviecom Jundiaí.

Direção e Roteiro

Apesar da narrativa se dar através do diário de bordo do capitão, a produção é conduzida sob a ótica de Clemens (Corey Hawkins), um médico que embarca de última hora como tripulante do navio.

O personagem é apresentado inicialmente como um homem cético, que sofre em busca de um emprego após batalhar para estudar em uma universidade. Porém, esse aspecto da personalidade do protagonista só é abordado no fim da produção, em um breve discurso sobre o preconceito sofrido por ser um médico negro em pleno século XIX. É um ponto abordado de maneira superficial no roteiro, bem como a história de todos os outros personagens. 

Um filme do conde Drácula no meio do oceano é uma premissa animadora, justamente pelas possibilidades de criar um terror moldado em uma tensão claustrofóbica de estar à deriva em mar aberto, podendo apenas lutar pela sobrevivência ou aceitar a ideia da morte iminente. 

Contudo, por mais que o roteiro possua um grande potencial para explorar os personagens e situações para o terror, ele praticamente não o faz, se prendendo a uma fórmula massante na grande maioria das mortes. 

A aposta mais certeira da narrativa talvez seja na trajetória de Toby (Woody Norman), neto do capitão Eliot (Liam Cunningham). Ele se torna, em certo ponto, um dos poucos personagens que conseguem desenvolver uma empatia genuína no público. Sua personalidade meiga e carismática contrasta bem com o ambiente hostil da história.

Sob a direção do noruegês André Øvredal (O caçador de Troll), observamos passivamente os personagens sendo mortos impetuosamente pouco a pouco, sem maiores contextualizações ou desdobramentos. Fazendo assim a expectativa de saber quem será a próxima vítima do vampiro a única coisa capaz de prender o espectador.

Arte/fotografia

Apesar das falhas narrativas, a direção surpreende em apostar em planos abertos para explorar o alto mar em contraponto aos closes nos personagens em cenas de maior tensão. Já a direção de arte aposta em figurinos e cenários que ajudam a contextualizar a história.

Apesar do nome do vampiro ser a grande atração do filme, o personagem é pouco trabalhado, aparecendo apenas como uma criatura assassina, sem ter sua motivação questionada, tampouco aprofundada. Tornando assim a narrativa falha em conquistar o público a ponto de se tornar uma produção memorável. 

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