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terça-feira, 29 novembro, 2022

Pequenos negócios alcançam menor nível de inadimplência

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A retomada mais consistente das atividades econômicas no país já apresenta reflexos sobre as contas dos pequenos negócios brasileiros. Pesquisa feita pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a proporção de micro e pequenas empresas inadimplentes, incluindo os microempreendedores individuais (MEI), alcançou o menor patamar registrado em toda a série histórica com 24%. O maior índice (41%) foi registrado em final de maio/início de julho de 2020.

Os dados são da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada entre os dias 26 de agosto e 11 de setembro deste ano, por meio de formulário online com a participação de todos os 26 estados brasileiros e o DF. Desde março de 2020, início da pandemia da Covid, o Sebrae acompanha os impactos da crise sobre os pequenos negócios. Há um ano, o índice de inadimplência encontrava-se em 31%.

Além disso, o último levantamento também mostra que 37% dos pequenos negócios estão com as dívidas sob controle, enquanto 39% não apresentam dívidas. No mesmo período do ano passado, em levantamento semelhante feito pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os percentuais eram de 35% tanto para as empresas com dívidas em dia quanto para as empresas sem dívida alguma.

O presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, reconhece o esforço dos empreendedores em colocar as contas em dia. “Bastou melhorar um pouco o faturamento médio das empresas que a inadimplência caiu. Isso prova o quanto os donos de pequenos negócios são comprometidos e bons pagadores”, avalia.

De fato, o levantamento feito pelo Sebrae e IBGE mostra também que houve uma melhora no faturamento médio das empresas, verificando-se um resultado positivo de 3%. Além disso, a pesquisa destaca que metade dos empresários realizou investimentos nos últimos meses, principalmente na aquisição de máquinas e equipamentos (31%) e instalações (26%).

Um terço dos pequenos negócios do país procuraram por empréstimos em instituições financeiras nos três meses anteriores à pesquisa. No entanto, apenas quatro entre 10 deles conseguiram o crédito.

Melles destaca que o acesso ao crédito para os pequenos negócios foi decisivo para a sobrevivência das empresas e a consequente retomada econômica. “Vamos continuar defendendo uma política de crédito mais acessível para os donos de pequenos negócios que neste ano foram responsáveis por mais de 70% dos empregos com carteira assinada gerados no Brasil”, declarou.

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