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terça-feira, 18 janeiro, 2022
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Twitter diz remover 7 posts de desinformação de covid por hora

Sob pressão de usuários e da Justiça para combater a desinformação sobre a covid-19, o Twitter diz ter removido 63.876 posts por violarem sua política contra fake news sobre a pandemia no último ano, o que equivale a sete tuítes por hora, em média. As informações são do UOL.

A rede social suspendeu por esse motivo na última semana as contas de dois de seus usuários mais influentes no Brasil.

O pastor Silas Malafaia disse que a vacinação de crianças contra a covid-19 seria um “infanticídio” e foi obrigado a apagar essa e outras mensagens consideradas “gravemente nocivas”. Seu perfil ficou fora do ar temporariamente por causa disso.

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, também foi suspenso, por determinação judicial. O empresário esclareceu que o motivo teria sido um vídeo que ele compartilhou, em que um neurocirurgião que é contra a vacinação infantil para covid-19 falava sobre o assunto.

Tanto Hang quanto Malafaia criticaram o Twitter, dizendo que suas suspensões foram injustas e atentam contra sua liberdade de expressão.

Desde março de 2020, o Twitter tem uma política específica para combater a divulgação de informações falsas e enganosas sobre covid-19.

Questionada pela BBC News Brasil sobre os resultados obtidos até agora, a empresa apresentou dados que apontam que, em 2021, foram tirados do ar em todo o mundo sete tuítes por hora por causa deste motivo.

O Twitter não divulga o número de postagens publicadas em sua plataforma, mas o site Internet Live Stats aponta que seriam aproximadamente 500 milhões por dia, ou 20,8 milhões por hora. Ao todo, durante 2021, foram removidos 63.876 tuítes por desinformação sobre covid-19.

Para Raquel Recuero, coordenadora do Laboratório de Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais (Midiars) da Universidade Federal de Pelotas, o número é insuficiente. “É pouco. É um número muito pequeno para a escala de desinformação que tem hoje só Brasil”, avalia Recuero.

Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio), concorda.”Tirar do ar sete posts por hora parece pouco. considerando que o Twitter se tornou umas das principais ferramentas de mobilização e construção de mensagens que são ligadas a conteúdos desinformativos, que vão desde questionar as urnas até duvidar das vacinas”, diz Souza.

Em 2021, os dados do Twitter mostram ainda que foram suspensas 3.455 contas por violarem as regras de desinformação sobre covid-19.

Atualmente, a rede social tem no mundo 211 milhões de usuários ativos (que acessam diariamente o serviço), de acordo com a própria empresa.

O Twitter não quis comentar a avaliação dos especialistas entrevistados pela BBC News Brasil. No entanto, a rede social afirmou que vem aprimorando ao longos dos últimos dois anos sua política de combate à desinformação sobre a covid-19.

A empresa disse que a remoção de conteúdo e a suspensão de contas são atualmente apenas duas das medidas previstas.

Um tuíte pode, por exemplo, ser sinalizado por conter “informações enganosas e potencialmente prejudiciais”. A rede social também pode atrelar um link à publicação para informar melhor o usuário sobre o assunto.

Nas últimas semanas, o Twitter tem sofrido críticas e cobranças em relação à sua política de desinformação. Ao que consta o Twitter tem permitido muita desinformação, até na lista de assuntos mais comentados. 

“O objetivo dos posts desinformativos é viralizar e, quando viralizam, eles têm uma quantidade absurda de retuítes. Se a plataforma demora para excluir o tuíte original, ele já vai ter sido muito replicado, e a remoção do primeiro post acaba sendo ineficaz.”

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