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sábado, 4 dezembro, 2021
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“Venom: Tempo de Carnificina” é prato cheio pra fãs da comédia do filme de 2018

Olha, se tem uma coisa que as pessoas que gostaram (ou amaram) “Venom” (2018) vão encontrar nessa sequência é justamente as piadas e toda a dinâmica cômica entre o simbionte alienígena e o jornalista Eddie Brock, vivido pelo talentoso Tom Hardy, que aqui abraça mais uma vez a loucura e a canastrice, sempre de maneira que fica nítido que o sujeito realmente se entrega aos papéis que faz (sejam elas quais forem!).

A incógnita para mim era justamente como o brilhante Andy Serkis se sairia como o diretor a frente desse longa e sinceramente, me pareceu uma direção bastante protocolar e sem muita identidade ou estilo. Serkis partiu para o básico nesse aspecto e sinceramente, talvez o filme e o roteiro não dessem abertura para mais (ou simplesmente, não necessitava). O filme anterior tinha uma computação gráfica e fotografia bem piores que esse, o que me incomodou bem menos na hora de assistir a porradaria de monstros de CGI.

Woody Harrelson que simplesmente se especializou em interpretar maníacos, homicidas e “seriais-killer” aqui entrega um Cletus Kasady que até apresenta um certo senso se ameaça, mesmo sem a gente ter certeza alguma do que é que faz ele ser tão perigoso. A origem do Carnificina (que visualmente, é bastante interessante) é bem semelhante aos quadrinhos e isso me agradou bastante. A duração do longa (1h e 30 min) não incomodou, muito pelo contrário, já que o filme não teria mesmo um roteiro muito elaborado, a narrativa deu dinâmica ao filme, deixando ele empolgante de certa forma, do começo ao fim.

Os coadjuvantes por sua vez, são uma das partes mais problemáticas do filme, pois sugerem uma intimidade apressada com o protagonista, deixando alguns diálogos soando bastante artificiais. As personagens de Michelle Williams e Naomi Harris não são aprofundadas corretamente em momento algum, mas creio que o objetivo era justamente dar o maior tempo de tela possível para Tom Hardy. Assim como um gibizinho de banca, o filme basicamente conta uma história com começo, meio e fim e por fim, entrega a cena pós-crédito vazada, tão aguardada pelos fãs do Venom e principalmente, pelos fãs do teioso. Agora é aguardar pra ver exatamente aonde Sony e Marvel Studios querem chegar com essa história toda (fora ganhar caminhões de dinheiro, obviamente).

“Venom: Tempo de Carnificina” é divertido, principalmente para quem gostou do filme anterior, é rápido, pouco aprofundado propositalmente, dinâmico, veloz, e não trouxe grandes novidades em termos audiovisuais, sinceramente. Mas, pra quem quer dar boas risadas e embarcar nas brisas do filme, é uma boa pedida. Nota: 7,0

Felipe Gonçalves fala de cultura pop no canal Sessão Set

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