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quarta-feira, 1 dezembro, 2021
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Dia dos Namorados: Entre amor e sexo? Sacanagem

É, será ou já foi o famigerado Dia dos Namorados, mas e daí? O amor, a paixão e o sexo deveriam fazer parte da vida de todo proletariado que se preze, como o feijão com arroz, o café preto e o por do sol. 

Mas viver o amor, sentir a paixão e gozar do sexo, não necessariamente nesta ordem, são percepções que só uma minoria predestinada à sorte irá provar e se lambuzar.

Hoje, enquanto tentava juntar frases para escrever sobre paixão, sexo e sacanagem, não necessariamente nesta ordem, fiquei pensando sobre o que afinal é o amor para estes poucos mortais privilegiados que atingem o nirvana deitados na cama ou presos no elevador.    

 Uma coisa é fato: consciente ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela carrega. Caso contrário os honestos, simpáticos e crossfiteiros estariam no topo de qualquer lista de pretendentes.

O amor não sabe fazer cálculos, também não obedece a razão. O amor de verdade acontece por empatia, magnetismo, conjunção estelar, encontro de almas, encaixe de corpos..

Ninguém ama outra pessoa porque ela diz “por favor”, “obrigada”, “com licença” (ah! não mesmo), ou porque se veste bem e é fã do Pearl Jam. Isso são só referências.

A gente ama pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro te dá, ou tira de vez, causando aquele caos de arrepiar a espinha.

A gente ama pelo tom de voz, pelo jeito que os olhos piscam, pela fragilidade que se deixa escapar quando menos se espera. 

Veja o meu caso, por exemplo: eu gosto de rock e ele de chorinho, eu curto praia e ele tem alergia ao sol, eu fico triste no Natal e ele detesta a aglomeração do Ano Novo, nem no ódio a gente combina. E aí?

E aí, que ele tem um jeito de sorrir que me imobiliza, o beijo dele é mais viciante do que LSD, eu adoro brigar com ele e ele ama implicar comigo. 

Eu vibro com aquele seu jeito cafajeste, de quando diz que vai e não liga. Ele veste qualquer roupa que encontra no armário, nem arruma o cabelo e ainda assim fica lindo. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas ainda assim eu não consigo tirar o cara da minha vida.

Se existe alguma dúvida sobre nós, logo escapa pelos seus dedos, os mesmos com que agarra de jeito a minha nuca e me tomba. 

Ele toca gaita, adotou um cachorro vira-lata e torce para o Santos. 

Então, por que eu amo este cara?

Não pergunte pra mim. Sem receita, nada de bulas ou livros com trechos estapafúrdios. O primeiro amor, o amor à primeira vista, o encontro de almas, Eduardo e Mônica, o amor platônico. Todas as formas de amor valem a pena e é aí que está o ‘pulo do gato’.

Ou da raposa, no caso do amor. Misteriosa, inteligente e perspicaz. Ah! O amor. Quando se junta a paixão, se torna uma noite de balbúrdia. Ah! entre o amor e sexo? desejo que neste Dia dos Namorados não te falte sacanagem.    

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