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segunda-feira, 17 junho, 2024

Família briga pela herança de João Gilberto

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João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, o João Gilberto, morreu em julho do ano passado. Foi cantor, violonista e compositor, considerado artista genial. Revolucionou a música brasileira ao criar nova batida de violão para tocar samba: a bossa nova. Mas antes do defunto esfriar a família já brigava por sua herança. João não deixou bens, mas o pessoal está de olho nos direitos autorais. A obra de João Gilberto é enorme, e suas músicas são tocadas até os dias atuais.

No meio do mês passado, Maria do Céu Harris, que é moçambicana e pede na Justiça o reconhecimento de sua união estável com João Gilberto, foi novamente à Justiça, alegando que não sendo permitido a ela ter acesso ao processo de interdição do compositor. A interdição é de 2017, a pedido da filha de João, Bebel Gilberto, alegando que o pai não tinha mais condições de administrar sua própria vida e sua carreira.

Na época, Maria Céu foi intimada a participar do processo de interdição. Ela afirma que na ação – encerrada com a morte de João – estão confissões que comprovam sua união estável com João. E, ao ter a união estável reconhecida pela Justiça, poderia ser incluída no inventário do espólio do músico. Mas a Justiça nega também o acesso dela aos autos da interdição, do qual Céu é parte envolvida. O processo, por sua vez, conteria depoimentos que comprovariam sua união estável com João Gilberto. Na petição, o advogado de Céu, Roberto Algranti Filho, chama a contradição de prova diabólica. “O tribunal condiciona a participação de Maria do Céu à prova da união estável, mas o próprio tribunal a proíbe de acessar essas provas que estão na ação de interdição”, afirma ele.

João Gilberto mudou tudo em 1958, quando acompanhou a cantora Elizete Cardoso no conhecido disco Canção do Amor Demais, com músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Na gravação, João acompanha Elizete no violão e lança a batida da Bossa Nova. Foi o disco que mudou a história da música popular brasileira. No mesmo ano, João Gilberto lançou seu próprio disco, em 78 rpm (bolachão) com Chega de Saudade e Bim Bom.Foi o primeiro músico a pedir dois microfones para gravar – um para voz e outro para violão. O disco estourou primeiro em São Paulo, principal mercado do país na época. Foi sucesso de vendas e primeiro lugar nas rádios. João participou então de programas de rádio e TV, deu entrevistas, fez shows. Logo o sucesso partiu para o Rio. Em 1959, João lançou mais um 78 rpm, dessa vez contendo Desafinado, de Tom Jobim e Newton Mendonça, e Hô-bá-lá-lá, composição própria. Em março, lançou o LP Chega de Saudade, que virou sucesso de vendas. Diz-se que após conhecer João, Ary Barroso aconselhou-o: “Faça exatamente o que você quer”

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