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quarta-feira, 7 dezembro, 2022

Projeto ‘Olhos da Serra’ instala câmeras de monitoramento na Serra do Japi

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O monitoramento da Serra do Japi faz parte do projeto Olhos da Serra, que já instalou câmeras para contagem de veículos e transeuntes, além de sensores que medem diferentes fatores de qualidade ambiental em pontos estratégicos pela entrada do Cream (Centro de Referência em Educação Ambiental).

A vice-presidente da Associação dos Amigos dos Bairros de Santa Clara, Vargem Grande, Caguassu e Paiol Velho (SAB Santa Clara) Eliana Schiozer conta que na fase inicial, dois equipamentos instalados tinham suas particularidades. “Uma das câmeras faz a contagem de veículos,registra e também monitora as placas dos carros. A outra fornece os números de pessoas, bicicletas e carros que entram na Serra”.

Com estes dados, são gerados gráficos que apontam a quantidade de veículos que acessam o local diariamente. “Este relatório nos mostra quantidades e percentuais de carros, bicicletas e pedestres. Com isso, conseguimos fazer o acompanhamento da densidade de cada um desses tipos de acessos e termos ideia da variação da quantidade de acessos. Para se ter uma ideia, entram na serra, aos finais de semana, aproximadamente 600 veículos, e então, qual o impacto ambiental deste volume?”.

Ao posicionar sensores de qualidade do ar e climáticos, ao longo da Serra do Japi, e comparar dados, além das flutuações pontuais que podem indicar situações anormais que devem ser averiguadas, há como identificar áreas que estão mais preservadas e agem como provedoras de serviços ecossistêmicos e áreas mais afetadas que devem ser recompostas. “Lembrando sempre que se há serviços ecossistêmicos que alteram condições climáticas e do ar, serviços que mantém solo, água em qualidade e quantidade, e os que contribuem para a estabilidade da biodiversidade e de seus habitats”, explica Raquel Melillo, gerente técnica do Projeto Olhos da Serra.

O diretor da Eletrics Tecnologia e Telecom, Evandro de Abreu, explica que existe uma central de monitoramento com operadores atuando por 24 horas. “Usamos kits com painel solar. Ele alimenta a bateria e, consequentemente, os equipamentos. E sempre que necessário, teremos três formas de comunicação: via celular, via rádio, via internet”.

O objetivo inicial é o acompanhamento do Projeto Olhos da Serra para ter uma ideia dos fluxos que acontecem todos os dias. “Adquirimos oito equipamentos, que são câmeras com inteligência de intrusão, para monitoramento de uma parte da Reserva biológica. Também implantamos quatro módulos de sensores, que além da contagem do fluxo de pessoas, gerenciam qualidade do ar, umidade, calor, entre outros indicadores. Os sensores são denominados IOT’s (Internet of things ou Internet das coisas), uma tecnologia com muito potencial. Essa é uma experiência que me motiva muito, pois poderá nos levar a um patamar de excelência na gestão orientada por dados, de toda a floresta.”, explica Eliana.

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