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terça-feira, 29 novembro, 2022

Cirurgias de hérnias realizadas pelo SUS registraram alta de 127%, em um ano

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Implante de próteses em formato de tela evita a recidiva da doença em até 80% dos casos

Em um ano foram realizadas no Brasil 196,8 mil cirurgias para correção de hérnias abdominais, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que 49 mil foram procedimentos de urgência – 25% do total. A alta é de 127% se comparado ao ano anterior, quando foram feitas 86 mil cirurgias e 37 mil (43%) de urgências. Os dados foram divulgados pelo DataSus.

As próteses em formato de tela utilizadas nas cirurgias para tratamento de pacientes com hérnias da parede abdominal reduzem o risco de recidiva – volta da doença – em até 80%, de acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH), baseados em estudos científicos.

O implante da tela pode ser utilizado na correção das hérnias umbilicais, incisionais (no local de uma cirurgia anterior), inguinais (na virilha) e epigástricas (um pouco acima do umbigo). De acordo com o presidente da SBH, Marcelo Furtado, as telas são absorvidas pelo organismo com o passar do tempo. “Elas são integradas ao tecido do corpo, auxiliam a reforçar a região e evitar nova abertura na musculatura, que é o caracteriza a hérnia abdominal. As próteses não impedem a realização de novas cirurgias no mesmo local, caso seja necessário”.

Além de reduzir o risco de recidiva, a prótese também ajuda a reduzir a dor pós-operatória e pode ser utilizada durante toda a vida do paciente, sem a necessidade de substituição. Antigamente, quando a cirurgia era feita apenas com a sutura (pontos) o risco de recidiva chegava a 10% e, atualmente, com o uso das próteses, os índices são de 1% a 2%.

Gustavo Soares, vice-presidente da SBH, explica que a indicação é feita de forma individualizada. “Apesar de ser o ideal para a maioria dos pacientes, a tela não deve ser utilizada em todas as cirurgias e a avaliação para sua indicação, ou não, sempre leva em consideração as características individuais de cada paciente. Casos de complicações associados à prótese são raros, mas pode exigir uma nova cirurgia para retirada da tela, em caso de infecção”.

O tamanho da prótese, seu formato e a forma de fixação na parede abdominal dependem também das características individuais de cada paciente e do tipo de hérnia que apresentam. Na maioria dos casos a recuperação pós-operatória é simples, sem restrição de movimentos ou alimentares e com pouco desconforto, que é resolvido com analgésicos simples.

A hérnia é um defeito ou um orifício nos músculos do abdome que permite que o intestino ou uma porção de gordura passe através dele. Ainda que hérnias possam ocorrer em muitos lugares no corpo humano, elas são mais comuns na parede abdominal, como explica o vice-presidente da SBH, Gustavo Soares. “Elas podem ocorrer em qualquer idade, mas, atingem principalmente os adultos. Como trata-se de uma abertura na musculatura o tratamento é exclusivamente cirúrgico, com exceção da hérnia de hiato que pode ser tratada com medicamentos”. As hérnias não desaparecem sozinhas e a única forma de curá-las é a cirurgia.

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