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sexta-feira, 19 julho, 2024

Buraco gigante do Chile pode aumentar, alerta autoridades

Após surgir misteriosamente no norte do Chile, o buraco gigante corre alto risco de entrar em colapso e “desabar”, aumentando ainda mais seu tamanho. Daí, autoridades locais estabelecerem um perímetro de segurança ao seu redor.

A cratera, localizada no terreno de uma mineradora, em Tierra Amarilla, cidade de pouco mais de 15 mil habitantes na região do deserto do Atacama, ainda é um mistério para as agências governamentais e proprietários que estudam as possíveis causas de seu aparecimento, no final de julho.   

O buraco, que começou com 32 metros de diâmetro, hoje está quase perfeitamente circular e não para de crescer, podendo chegar a medir 36,5 metros. Ele fica 665 km ao norte de Santiago, capital do país. 

Próxima da mina de cobre Alcaparrosa, a área corre risco de novas rachaduras e até de afundamentos, de acordo com o Comitê de Gestão de Riscos de Desastres da região do Atacama.

“Considerando que o referido cenário representa uma ameaça à vida e à integridade física das pessoas, o acesso à referida zona foi restringido até que os estudos técnicos o justifiquem”, alegou o órgão de emergências em seu site.

Até o momento, as operações na mina continuam suspensas, segundo orientações do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (Sernageomin), e estão sendo realizados estudos que podem desvendar o mistério. Mas, seja qual for a origem, há uma previsão de que o buraco se expanda ainda mais: pelo menos até que o diâmetro na superfície se iguale ao do fundo.

O caso

A cratera circular se abriu em uma estrada chilena que atravessa o terreno da mineradora já com 32 metros de largura e 64 de profundidade. Uma semana depois, o diâmetro cresceu para 36,5 metros, segundo as últimas medições de satélite. O buraco segue um formato de círculo quase perfeito devido à forma do colapso.

Consultados pela BBC, geógrafos explicam que as causas podem variar, seja por eventos naturais ou como resultado da atividade humana. Uma suspeita é que o surgimento do buraco esteja relacionado com as chuvas intensas que caíram na região no mês de julho. Outra possibilidade é a influência das operações mineradoras na área.

A empresa sueco-canadense Lundin Mining Corp (LUN.TO) detém 80% da região; os 20% restantes são da japonesa Sumitomo Metal Mining (5713.T) e Sumitomo Corp (8053.T). O governo acusa a mineradora de ser responsável pelo fenômeno. Um executivo da Lundin, por sua vez, informou à Reuters que mais estudos são necessários para determinar a origem do sumidouro.

Fonte: UOL

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