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terça-feira, 9 agosto, 2022

Quem disse que Elvis Presley morreu? O que esperar do filme sobre o Rei do Rock

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Coincidência ou não, a Warner Bros. escolheu o Dia Mundial do Rock, celebrado neste 13 de julho, para o lançamento oficial do longa-metragem da biografia de Elvis Presley. No Moviecom do Maxi Shopping Jundiaí, os ingressos já estão à venda online pelo https://moviecom.com.br/vendasessao.

Mas vamos a cinebiografia que traz no elenco Austin Butler e o astro Tom Hanks dividindo o papel de protagonista. Em se tratando do Rei do Rock não se pode restringir seu reinado apenas aos palcos musicais, porque isso todos já sabem. Talvez você não conheça todas suas produções cinematográficas, assim como desconhece o porquê foram produzidas.

A quem diga que o rei do rock alcançou os holofotes e que seu empresário, Coronel Tom Parker, até tentou domar o astro, primeiro o colocando no exército, depois podando seu entusiasmo artístico com filmes lucrativos, mas sem nenhuma graça para o brilho de Hollywood.

À Parker cabia selecionar os projetos meticulosamente a fim de vender discos. Assim, Elvis não teve muitas chances de crescimento como ator e soube-se mais tarde que Barba Streisand chegou a oferecer o papel de coadjuvante no clássico ‘Nasce Uma Estrela’, mas a proposta foi negada pelo empresário.

Veia de ator

Entre 1956 e 1969, foram mais de 30 produções. ‘Love Me Tender’ foi o primeiro longa, claro, para promover a canção homônima. Dirigido por Robert D. Webb, o filme apresenta a história de um jovem fazendeiro que, após a Guerra Civil, casa-se com a namorada de seu irmão, supondo que o mesmo morreu em combate.

No entanto, ele está vivo. Há amargura, brigas, amor e música. Fórmula quase que imbatível nos longas protagonizados pelo Rei, e embora nem todos sejam bons, destaquei quatro que valem a pipoca.

‘O Prisioneiro do Rock’ de 1957 de Richard Thorpe, provavelmente, é o melhor da carreira de Elvis. Lançado em 1960, o longa é sobre Vince Everett, que após ser preso por matar um homem acidentalmente, descobre seu talento para a música enquanto encarcerado.

Mas a trajetória do Rei do Rock na sétima arte não parou por aí. “Balada Sangrenta”, “Feitiço Hawaiano” e “Amor a Toda Velocidade” para citar alguns.

Novos Caminhos 

Mas, se você ficou com saudades e prefere assistir a uma produção mais atual sobre o rei, ‘Elvis’, pode ser a pedida perfeita.

Apesar da falta de entrega de toda a complexidade de Presley, o roteiro assinado por Luhrmann e os corroteristas Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner, apresenta a história do grande ícone da música pela perspectiva de seu empresário, Coronel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks. Na trama, Parker é rotulado como trapaceiro que se aproveitou do rei, e, portanto, embarcamos em sua narrativa na tentativa de se defender das acusações.

Entre eletrizantes apresentações musicais que ressaltam as influências gospel e do blues em sua vida, e as emocionantes cenas que revelam o particular de Presley, é quase possível entender como o poético Hanks consegue conquistar a confiança de todos e extrapolar o comércio da música negra usando um branco, ao mesmo tempo em que estrangula as veias artísticas e ideais de Elvis.

Apesar disso, facetas importantes da história do rei foram incluídas, como sua causa a favor dos negros em cenas estonteantes como a performance de “Trouble” em que ele desafia os racistas sulistas que temem que sua música e sensualidade, influenciada por negros, se infiltrem na América branca, outras partes relevantes são evitadas tais como a mercantilização de Presley pelo capitalismo e conservadorismo. Deixando assim que grandes personagens se tornem apenas figurantes, compreensível em uma narrativa de Parker.

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