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sexta-feira, 20 maio, 2022

Conmebol endurece punições para casos de racismo e homofobia

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A Copa Libertadores da América, oficialmente Conmebol Libertadores, anunciou na segunda-feira (9) mudanças importantes no Código Disciplinar. A entidade, por meio de documento enviado às
associações nacionais, confirmou a implementação de punições mais severas em caso de racismo e discriminação por orientação sexual, idioma, crença ou origem.

A mudança feita envolve o artigo 17 do Código Disciplinar da Confederação e se estende para clubes, funcionários, jogadores e torcedores. Entre as novas medidas estão a possibilidade de suspensão de jogos oficiais por até cinco partidas ou dois meses de isolamento dos compromissos em competições da Conmebol, até a aplicação de multa de 100 mil dólares, aproximadamente R$ 515 mil pela cotação atual.

O nível da punição varia de acordo com a origem da discriminação. Se um torcedor cometer racismo, por exemplo, o clube para o qual ele torce pode ser multado. Caso o ato criminoso parte de um jogador, a sanção será a suspensão temporária das partidas oficiais.

A decisão de alterar as punições surgiu após sete registros de racismo presenciados durante os jogos da terceira e quarta rodadas das Copas Libertadores e Sul-Americana. Torcedores do Palmeiras, em jogo contra o Emelec; do Corinthians contra o Boca Juniors; do Fortaleza contra o River Plate; do Red Bull Bragantino contra o Estudiantes; do Flamengo em partida contra o Universidad Católica e do Fluminense contra o Olimpia e Millonarios, foram alvos de racismo. Esses casos ocorreram todos no período de uma semana e, na grande maioria, os oponentes sul-americanos imitavam macacos em direção à torcida brasileira.

Há duas semanas, em 27 de abril, um torcedor do Boca Juniors foi preso depois de fazer atos racistas para a torcida do Corinthians, imitando um macaco. Ele foi levado à 24a Delegacia de Polícia de São Paulo e solto após pagar fiança. Agora, a Conmebol, com essas punições, visa evitar que situações semelhantes fiquem impunes.

A entidade afirmou ainda, por meio do comunicado, que observou todos esses episódios com “com
preocupação o número de infrações cometidas por torcedores em relação à discriminação,
especificamente o racismo”. Além disso, declararam repúdio a qualquer tipo de comportamento
discriminatório e reafirmaram o propósito de estabelecer espaços livres de violência.

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