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terça-feira, 18 janeiro, 2022
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O Brasil sofrendo boicotes constantes no comércio internacional

A Suspensão das relações comerciais com determinados países, como forma de represália, pressão ou punição é uma prática muito utilizada pelas Nações que compõem o Clube de Paris, capitaneado pelos Estados Unidos e com o aval da Organização das Nações Unidas. Geralmente o boicote é adotado por questões geopolíticas e humanitárias. Irã, Rússia, Coréia do Norte e algumas ditaduras do norte da África sofrem retaliações constantes. No continente americano apenas a Venezuela e Cuba estão nessa lista negativa do imperialismo ocidental e recentemente o Brasil vem sofrendo esses desagravos estimulados pelo comportamento da diplomacia e pela arrogância dos chefes dos poderes que estão rompendo informalmente as boas relações internacionais.

A comunidade internacional vem demonstrando descontentamento com a politica ambiental brasileira. Mediante isso algumas grandes redes europeias de supermercados disseram que deixarão de vender parte ou todos os derivados da carne brasileira por causa de sua relação com o desmatamento da floresta amazônica e do pantanal. O chefe do governo federal quer, entre outras intervenções, ampliar a atuação de agricultores e mineradoras na região e praticamente sem regramento, ou seja, estimulo a grilagem de terras, extermínio de povos indígenas, degradação da biodiversidade e poluição dos rios. Há também relatos de que o boicote é também uma resposta a uma investigação da entidade Repórter Brasil, que alegou que a JBS, a maior processadora de carne do mundo, utilizou carne de bovinos criadas em áreas desmatadas ilegalmente.

As grandes democracias se mantêm intactas justamente por preservar os seus pilares institucionais e não toleram o desmantelamento do Estado democrático de direito nas nações parceiras e muito menos em países com importância fundamental no equilíbrio da humanidade, dada as suas reservas de recursos essenciais à vida na terra. As viagens internacionais do Chefe da Nação não servem senão para reforçar a sensação de que a imagem do País no estrangeiro tornou-se um borrão. Uma mancha na qual se misturam o desastre sanitário, os arroubos antidemocráticos, a estagnação econômica e a destruição ambiental. O Brasil é presidido pelo símbolo da estupidez, governa como um símbolo do patrimonialismo, graças à inércia das instituições nacionais que estão sendo degradadas para facilitar a tirania dos coronéis. Será que o isolamento é um projeto de governo?

Everton Araújo, é brasileiro, economista e professor

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