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sábado, 4 dezembro, 2021
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Planejamento estratégico permanente garante segurança hídrica a Jundiaí

A gestão pública deve se antecipar às demandas de seus cidadãos. E para tal desafio depende de pessoas com responsabilidade, competência e vontade a frente dos órgãos públicos. O arcabouço burocrático brasileiro apesar dos avanços é um entrave para a produtividade no primeiro setor, porem mesmo diante desse ecossistema cheio de armadilhas alguns municípios prestam bons serviços à coletividade. Tal observação nos remete a apontar que a gestão dos recursos da sociedade ainda é carente de gestores capacitados. É sabido que a água é um bem essencial para a vida, à falta dela terá impactos sociais, econômicos e ambientais. É exemplo de esvaziamento das cidades, baixa produção de bens e serviços, queda na qualidade de vida entre outras mazelas. Estados com abundancia desse recurso estão demonstrando as suas fraquezas na administração pública por falta de planejamento estratégico permanente, o que garante a sociedade o abastecimento ininterrupto do precioso líquido, independente da escassez de chuvas.

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do governo de São Paulo, Marcos Penido, disse durante o lançamento do programa Água é Vida que o estado vive uma crise hídrica e salientou que durante a escassez dos anos 2014/15, a maioria dos envolvidos na questão, acreditava que eventos climáticos como esses levariam décadas para se repetirem e haveria tempo para adotar ações preventivas. O município de Jundiaí no Estado de São Paulo pode servir de referência para quase metade das cidades do país que enfrentam racionamento ou falta de água. Uma previsão de demanda bem elaborada e atendida essa é a receita do sucesso. Os munícipes tomam ciência do problema dos outros ao acessar as informações nas mídias, até mesmo de localidades próximas e banhadas por grandes rios. Não é necessário ser especialista em ciências politicas para observar que a população está satisfeita com a administração dos seus recursos naturais. Um legislativo que mantem a responsabilidade de aprovar um Plano Diretor que garante o equilíbrio dos interesses entre o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade ambiental é um importante pilar para esse equilíbrio. Junto a isso um conjunto de gestores e servidores que se destacam pela unidade de interesses sociais e econômicos que coloca a cidade entre as melhores do Hemisfério Sul do planeta em todos os indicadores.

A empresa de consultoria em cenários prospectivos e administração estratégica, Macroplan realiza o estudo anual de acordo com os dados do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM). Nessa análise considerando elementos básicos como educação, saúde, segurança e saneamento, Jundiaí é vice-campeã ficando atrás apenas de Maringá no Estado do Paraná, uma cidade projetada pelos ingleses no século passado e com uma geografia favorável para organizar a ocupação espacial.

Uma sociedade atenta e consciente de seus compromissos estará pronta para colaborar, criticar, elogiar, reconhecer e permitir a continuidade de líderes comprometidos com a satisfação social.

Everton Araújo é brasileiro, economista e professor

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