spot_img
spot_img
20.1 C
Jundiaí
sábado, 4 dezembro, 2021
spot_img

A disputa geopolítica moderna é por capital humano

A riqueza de uma nação era medida pela quantidade de reservas minerais e a fertilidade de suas terras. Países imperialistas desprovidos dessa bondade divina chegavam a usar seus pentágonos de “poder” para dominar o patrimônio natural de outras regiões e até impedir a soberania politica. Ao analisar o mapa da exploração desses recursos, percebe-se que os imensos volumes extraídos não foram suficientes para que o território conquistasse o desenvolvimento socioeconômico. Os grandes produtores de bens primários não conseguem transferir os bônus para a coletividade, raro são os casos de sucesso em todo o planeta.  No entanto os povos que desenvolvem técnicas as quais podem revolucionar a vida desde a mudança de comportamento ate a economia e a cultura, geralmente são ricos e determinam o valor das matérias primas.

Oriente Médio, Ásia e América do Sul já foram alvos de disputas geopolíticas as quais não trouxeram benefícios para os povos da região, pois foram esmagados por lideranças locais construídas para defender interesses externos com a submissão de seus compatriotas. A maquiagem de suposto patriotismo propagado pelas elites politicas são narrativas para manter as massas oprimidas e beneficiar as elites que monopolizam a exploração dos fartos recursos naturais, nos moldes do colonialismo dos séculos passados.  Fazendo uma breve observação é fácil perceber que nessas regiões as grandes empresas são extrativistas e seu patrimônio líquido é infinitamente menor se comparado às companhias que tem o “capital humano” como o diferencial competitivo.

Atualmente estamos presenciando uma competição acirrada entre americanos do norte e chineses pelo controle da tecnologia da quinta geração de redes móveis de comunicação. O acirramento da disputa já está causando transtornos em diversas cadeias de suprimentos que utilizam semicondutores. Pois apenas três países detém esse conhecimento, Estados Unidos, Coréia do Sul e Taiwan, que apesar de ser um território chinês, tem postura independente garantido pelos interesses do Ocidente.

Esse xadrez geopolítico tem movimentado tropas militares ocidentais com apoio de aliados asiáticos e a China fazendo demonstração de forças com potentes jatos sobrevoando a Ilha. Apesar dos enormes riscos, do bélico a substituição de fabricantes ou até mesmo o surgimento de uma nova tecnologia para substituir os chips da Intel, Samsung e Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. A maior potência asiática está construindo a maior fábrica de Chips do mundo, mas pode esbarrar na formação de engenheiros e estrategicamente está seduzindo esses profissionais da província rebelde. O advento da computação quântica pode ser a grande ameaça para esse segmento e o grande salto para a humanidade, desde que a tecnologia não seja monopólio de apenas uma nação.

Nesse século a abundancia de terras raras ainda terá alguma importância, mas o que realmente vai determinar a riqueza e o poder de uma Nação são os talentos raros que as escolas podem e devem produzir.

Everton Araújo é brasileiro, economista e professor

Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.
PUBLICIDADEspot_img
PUBLICIDADEspot_img

SUGESTÃO DE PAUTAS

notícias relacionadas