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segunda-feira, 20 setembro, 2021
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Querem fazer Copa do Mundo de dois em dois anos

Mas o sindicato internacional dos atletas de futebol é contra, pede reformas no calendário esportivo e redução da carga de trabalho.

A Federação Internacional de Jogadores de Futebol (FifPro) pediu reformas no calendário internacional do futebol para atender à necessidade de redução da carga de trabalho dos jogadores, após a Fifa anunciar um estudo de viabilidade para transformar a Copa do Mundo em um evento bienal.

O FifPro disse que qualquer expansão do calendário deve incluir salvaguardas adequadas para a saúde dos jogadores e que as reformas devem facilitar o desenvolvimento do futebol masculino e feminino. “As propostas que consideram expansões adicionais, como uma Copa do Mundo bienal [bem como outras reformas de competição em discussão] são inadequadas na ausência de soluções para os problemas existentes”, disse a entidade em um comunicado na terça-feira (14).

“Sem a concordância dos jogadores, que dão vida a todas as competições em campo, essas reformas não terão a legitimidade necessária. O debate atual, mais uma vez, segue um processo e uma abordagem falhos”, diz o comunicado.

O secretário-geral do FifPro, Jonas Baer-Hoffmann, disse que qualquer plano para expandir as competições deve integrar as visões dos jogadores. A proposta da Fifa de realizar as Copas do Mundo masculina e feminina a cada dois anos, em vez de quatro, recebeu respostas mistas de suas confederações.

A Uefa, órgão dirigente do futebol europeu, rejeitou a ideia, com seu presidente Aleksander Ceferin alertando que países europeus poderiam boicotar o evento caso se tornasse bienal, enquanto a sul-americana Conmebol disse ser “inviável”.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) deu as boas-vindas ao estudo de viabilidade, enquanto a Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (Concacaf) reconheceu os méritos de criar um novo calendário. O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, disse que as discussões devem continuar “com a mente aberta”.

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