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segunda-feira, 20 setembro, 2021
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Estudo alerta para suicídio entre crianças

De 2011 a 2014, foram identificadas 15.702 notificações de atendimentos a jovens com comportamentos suicidas. O levantamento faz parte do estudo “Violência autoprovocada na infância e na adolescência”, realizado pela Fiocruz com o apoio do CNPq.

Durante o levantamento, que analisou dados de Sistemas de Informações de Saúde, foram entrevistados 18 jovens com traços suicidas de Porto Alegre e Dourados (MS). O perfil predominante do público que atentou contra a própria vida são os jovens de 15 a 18 anos, sexo feminino e etinia branca. 

O estudo revela ainda que assim como ocorre em casos de abuso infantil, o local mais recorrente em que os suicidios ocorrem é em casa por intoxicação ou envenenamento. 

Quanto aos adolescentes que precisaram de internação clínica por conta da tentativa de suicídio, o levantamento revela que foram 12.060 relatos colhidos entre os anos de 2007 e 2016, com vítimas predominantemente do sexo feminino.

Entre as crianças

Em números menores, mas não tão menos preocupantes, os suicídios como causa de morte entre crianças fez 58 vítimas entre 2006 a 2017. O detalhe destes dados está no fato de que as vítimas tinham em sua maioria nove anos, do sexo masculino e pele branca. Diferente dos meios escolhidos pelos demais, as crianças tiraram a própria vida por enforcamento.

A intoxicação surge como a principal causa das 1.994 internações por comportamentos suicidas, registrados no mesmo período e com a mesma faixa etária. 

Segundo Joviana Avancini, do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), ter conhecimento sobre dados e reconhecer os indícios de suicídio em crianças que acabam se concretizando quando chegam à adolescencia e vida adulta. 

A pesquisa mostra que as ocorrências tendem a acontecer quando o público infantil está inserido em lares vulneráveis. “As famílias pesquisadas revelam histórias familiares de rejeições, maus-tratos físicos, agressões verbais, violência sexual, uso de álcool e drogas”, ressalta o levanatmento.  

Entre os fatores externos que podem contribuir para a tentativa de tirar a própria vida, como bullying e pressão escolares, obesidade e até mesmo intenções problemáticas nas redes sociais. (Fonte: Terra)

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