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segunda-feira, 20 setembro, 2021
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Empresa fará reintegração de posse em Campo Limpo

Área foi vendida por golpistas. Diversas ações judiciais estão acontecendo com o objetivo de coibir essa prática, inclusive, alvo de investigação policial

O Ministério Público, através da Promotoria de Justiça, pediu em reunião com a Prefeitura de Campo Limpo Paulista, auxílio social para a reintegração de posse coercitiva marcada para 20 de setembro, em área particular no Parque Loja da China. A reintegração foi solicitada pela empresa DGL Urbanismo, proprietária do terreno ocupado em março deste ano, e teve ganho de causa.

Segundo levantamento feito pela empresa, hoje, morariam no local 183 famílias – dessas, 57 em moradias de alvenaria, 91 de madeira, nove estão em construção ou são apenas lotes e, as demais, construídas em madeira, lona e barro. Em 60 delas mora apenas uma pessoa que soube da área particular por conhecidos. Declaram-se moradoras de Campo Limpo Paulista 82 famílias, as demais vieram da região, São Paulo ou mesmo de outros estados, como Bahia, Pernambuco e Paraná.

A Prefeitura apesar de não ter responsabilidade na ação – pois se trata de área particular –  tem buscado orientar os moradores que procuram a administração municipal. Também fez reunião prévia com a DGL, na qual a empresa informou  que colocará à disposição caminhões e galpão para guarda de móveis, para os que não tiverem outros meios para saírem do local. Entretanto, as famílias estão sendo orientadas a não aguardar pela próxima segunda-feira, buscando abrigo na casa de parentes ou outras moradias.

Apesar dos constantes avisos e das campanhas realizadas pela administração municipal para coibir invasões de terras particulares e lotes irregulares, muitas pessoas continuam acreditando em golpistas e investindo suas reservas em algo do qual não terão a propriedade.

A Prefeitura lançou em janeiro deste ano uma campanha publicitária por conta da venda de lotes irregulares. O alerta foi feito sobre os cuidados que devem ser tomados antes de se comprar um terreno, sendo imprescindível que a pessoa consulte antes o Departamento de Obras e Planejamento ou o Setor de Fiscalização. Isso é a garantia de que o investimento não seja gasto com falsos negociadores.

Diversas ações judiciais estão acontecendo com o objetivo de coibir essa prática, inclusive, alvo de investigação policial, como o loteamento do antigo Pesqueiro João Mineiro, na região do Marsola, que ganhou as manchetes dos principais veículos de informação da região. 

Em janeiro deste ano, quando teve início a ocupação no Parque Loja da China, a Prefeitura notificou  e colocou faixas avisando sobre a irregularidade e chegou a demolir duas casas. Depois, o assentamento foi feito em massa e técnicos da administração foram até ameaçados no local, por pessoas que estavam vendendo os lotes com a promessa de um processo de usucapião.

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