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quarta-feira, 1 dezembro, 2021
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O meu desejo ou sua vontade?

Qual a semelhança que existe entre andar de bicicleta e praticar o sexo? Não importa por quanto tempo você deixe sua bike encostada na garagem ou sua vida sexual sem aventura, ambos são práticas que não se esquecem.

Mas uma coisa é fato: a frequência das relações pode influenciar em nosso nível de perícia e até mesmo em nosso desejo sexual. Tanto para o bem como para o mal. 

A endocrinologista do Hospital Vithas Nisa Pardo de Aravaca, Myriam Belmar lembra que quando uma relação é gratificante, automaticamente, nosso organismo nos pedirá para voltar a experimentar a mesma sensação gerada anteriormente.

“É o que chamamos de sistema de recompensa. A lógica desse mecanismo é que durante o ato sexual e a excitação são produzidas endorfinas, dopamina e serotonina, as mesmas emitidas quando comemos chocolates, fazendo compras agradáveis e realizando exercício físico”. 

Belmar vai além ao garantir que esses hormônios criam uma sensação de prazer e bem-estar, estimulando nosso sistema cerebral de recompensa. “É o que explica a produção do chamado “pseudo-vício e a necessidade de voltar a experimentar o estímulo que geraram”, completa. 

Flutua libido

Mas nem tudo é prazer no mundo do sexo e desejo, até porque essas ligações não duram para sempre. Como diz a especialista, quanto menor a frequência das relações sexuais, mais o nosso corpo se esquece da sensação de climax previamente alcançado, o que fará com que fará com que não precise tão ativamente de um novo encontro sexual para se atingir esse bem-estar.

Estudo publicado em Sexual and Relationship Therapy, revela o que na verdade já suspeitávamos: o desenteresse pelo sexo com o tempo é mais comum entre as mulheres, se comparado aos homens. “A razão é que, pelo menos no caso delas, esse desejo mais intenso no começo das relações se deve “à necessidade de se conectar intimamente com o companheiro”.

Não se deve desconsiderar que a libido é flutuante. “A libido é o termo que utilizamos quando nos referimos ao desejo sexual, esse impulso e motivação que nos incita a manter a relações sexuais”.

Entretanto, mesmo quando em uma relação estável, não significa que se manterá com o tempo, já que os níveis de libido variam enormemente de uma pessoa à outra, inclusive ao longo dia, de acordo com as características pessoais de cada um e de condicionantes externos ao próprio sujeito”.

Menos sexo, menos vontade?

Pela lógica matemática, mais relações sexuais, maior desejo. O contrário também pode acontecer: após um tempo sem manter relações sexuais nosso corpo se acostuma a não ter, não querer e até se mostrar reticente a um novo encontro. Será?

A resposta a esta difícil questão, mais do que biológica, teria uma explicação psicológica. Voltando a metáfora de que o sexo é como andar de bicicleta, a sexóloga Núria Jorba afirma que se há muito tempo não pedalamos, quando voltamos a circular de bike pelas ruas temos certa sensação de pressão, medo e ansiedade. É como se perdêssemos o controle e a segurança”.

“Quando mantemos relações assiduamente faz parte da nossa rotina e temos facilidade de relaxar e não mais pensar, porque há uma experiência próxima positiva,  mas quando passa certo tempo a mente não tem essa segurança e então surge a ansiedade de execução”, conclui a sexóloga.

Para os que estão atravessando um período de seca, para não perder o jeito e para quando retomar não prevaleça o nervoso, Jorba recomenda que não nos deixe conectar com nossa autosexualidade, assim como pensar no sexo, fantasiar, desejar. “Ou seja, nos sentir eróticos com nosso corpo e nos estimular para fomentar o prazer”.

Se ainda assim a situação se complicar e no momento tão esperado da relação surjam bloqueios, a angústia e a pressão, Jorba recomenda procurar um profissional que te ajude a lidar com a situação comum entre os mortais, assim como permitir que você volte a aproveitar o momento de desejo e prazer como antes.  

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