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quarta-feira, 16 junho, 2021
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Mulher constrói aldeia para proteger mulheres de violência no Quênia

Fundada em 1990 por Rebecca Lolosoli no Quênia, Umoja (“unidade”, em tradução livre do suaíle) é uma aldeia sem homens feita para proteger as mulheres da região. O local se tornou o verdadeiro porto seguro das mulheres, onde elas podem ser livres.

O Quênia é um lugar maravilhoso, cheio de paisagens lindas, praias enormes, restaurantes e muita cultura para se aprender. Mas, também, existem várias histórias de superação, como essa das mulheres de Umoja.

Durante cinco séculos, a região de Samburu, onde se encontra a aldeia, foi governada de forma rigorosa em um regime patriarca autoritário. Por isso, Umoja não permite a entrada de homens, independente da sua classe social, raça ou origem.

Elas encontraram força na violência

A própria Rebecca, criadora da aldeia, foi vítima de violência doméstica e vivia apanhando de seu marido. Quando ela se deu conta que mais mulheres da sua região sofriam os mesmos maus tratos, ela decidiu construir a Umoja.

Rebecca e mais 14 mulheres se juntaram e fizeram Umoja do zero. Elas construíram casas de madeira, fizeram bijuterias para vender para turistas e até construíram uma escola para as crianças estudarem.

“Nós ensinamos nossas meninas a acreditAREM nelas mesmas, como mulheres, mesmo sem a presença dos homens”

A aldeia se tornou um local de proteção para as mulheres de Samburu, livre de abusos e qualquer outro tipo de violência praticada pelos homens, como as mutilações genitais e os casamentos forçados.

Porém, vendo essa movimentação das mulheres, os homens passaram a construir uma outra aldeia, na entrada de Umuja, só para bloquear a entrada de turistas. Além disso, eles também invadiram a aldeia e atacaram as mulheres uma vez.

Apesar de abatidas, as mulheres não desistiram. Elas trabalharam, juntaram dinheiro e compraram a parte da aldeia dos homens, transformando toda a região ao redor de Umuja em um local 100% feminino

Graças à criação da Umoja, outras mulheres passaram a se sentir mais fortes e empoderadas. Algumas mulheres da região deixaram seus depoimentos contando como decidiram se mudar para a aldeia.

“Quando contei ao meu marido que fui violada por outros homens, ele me bateu com uma bengala. Foi aí que eu desapareci e vim para a aldeia com os meus filhos”, conta Jane, de 38 anos.

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