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quarta-feira, 16 junho, 2021
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Brasileiro come mingau, sanduíche e usa marmita na pandemia

A crise que tem atingido o bolso do brasileiro durante esta pandemia ocupou um lugar à mesa, impactando duramente no primeiro trimestre deste ano. Com menor renda, as famílias têm recorrido a pratos com proteínas mais baratas (ovos), além de substituir refeições pelo consumo de mingaus.

Outra mudança de comportamento do brasileito com a crise econômica da pandemia é o uso quase que diário da marmita ou o consumo de sanduíches preparados pelas próprias famílias para reduzir os gastos com alimentação.

Os dados são do estudo “Consumer Insights” realizado pela Kantar, empresa especialista em dados e consultoria. 

Segundo a pesquisa, o mingau, que nas classes sociais mais baixas já era um dos pratos mais consumidos, aumentou 8 pontos percentuais em seu consumo no jantar; 3,9 pontos no lanche da manhã e 2,8 pontos nas ceias, no comparativo entre o primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. 

Menos auxílio e mais desemprego

Esta mudança de comportamento alimentar, segundo Renan Morais, gerente de soluções da empresa, é causada pela redução do auxílio emergencial, aumento do desemprego e da inflação. 

“Por muito tempo o auxílio emergencial foi um respiro para as famílias. No início da pandemia, as classes mais baixas conseguiam comprar determinado produto que não estava na despensa. No início de 2021, com o agravamento da crise, as famílias não conseguiram manter o consumo. Dentro deste cenário, o mingau passou a ter um papel forte para as classes baixas na tentativa de preservar a qualidade nutricional da alimentação, especialmente para as crianças”.

Marmita e lanche frio

O consumo de marmitas aumentou 32,6% em famílias das classes D e E, 31% na classe C e 1,3% nas classes A e B. Os sanduíches preparados com frios ganharam espaço no cardápio das famílias brasileiras. 

De acordo com a pesquisa, essas mudanças de hábito ocorrem em função da redução da renda, impactada pelo desemprego, inflação e redução do auxílio emergencial.

“As pessoas têm uma preocupação maior com o desembolso e até com a contaminação dos alimentos, diz Morais. Ou seja, é uma maneira de reduzir custos, já que comer na rua é muito caro. 

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