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quarta-feira, 16 junho, 2021
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Os lucros das empresas de energia e os efeitos negativos na sociedade

Começou a temporada de balanços das empresas listados na bolsa brasileira (B3), é um indicador elementar para a tomada de decisões. Os investidores mesmo em meio à pandemia do covid-19, à crise econômica e bagunça na política, vivem como lobos em busca de comida. Quanto a esse comportamento faz parte da natureza da operação no mercado de capitais. Nesse ecossistema cheio de predadores surgem presas fáceis seduzidas pelos encantamentos do ambiente e sem conhecimento do meio se lançam sem nenhuma estratégia de sobrevivência.

Alguns resultados do primeiro trimestre de 2021 chamaram bastante atenção pela arrogância dos números, como da Petrobras, R$ 1,167 bilhões e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) R$ 961 milhões. Fazendo um paralelo desses ganhos com a realidade da economia que ostenta milhões de desempregados, milhares de micro e pequenos negócios que já faliram e outros muitos quebrando e até grandes empresas passando por dificuldades para manter as suas operações, qual a origem desse contraste?

Companhias produtoras de bens de base se estão comemorando boas conquistas é porque abusam do seu poder de monopólio e com garantias do Estado para satisfazer aos acionistas e por sua vez não estão cumprindo a sua função social conforme exposto no código de conduta ética da petrolífera atuar de modo a contribuir para o desenvolvimento econômico, tecnológico, ambiental, social, político e cultural do Brasil”, a mesma conduta defendida pela CPFL “por atuarmos em setor estratégico para o País, temos a preocupação de alinharmos a nossa estratégia empresarial à agenda nacional de desenvolvimento, contribuindo para o crescimento do País, o desenvolvimento socioeconômico das comunidades”. Nessa sociedade pelo exposto só tem uma classe.

É lamentável a postura dos presidentes dessas companhias, pois não tem compromissos com a condução das instituições empresariais que administram, mas sim com os sócios e os bônus pagos por numerários positivos. É de fundamental necessidade uma mudança de postura do governo subsidiando esses setores estratégicos para a recuperação da economia enquanto tem algum raio de luz. O Estado não pode e não deve permitir que os recursos fundamentais para garantir a sustentação socioeconômica das pessoas sejam utilizados para o beneficio de poucos. Onde estão os culpados? “Quem ocupa o trono tem culpa. Quem oculta o crime também, Quem duvida da vida tem culpa. Quem evita a dúvida também tem” Engenheiros do Havaí 1988.

Everton Araújo é economista e professor universitário

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