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terça-feira, 18 maio, 2021
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Catarsis, ou o caminho da arte para a infância

A Catarsis iniciou 2020 cumprindo temporada com dois espetáculos – Scaratuja e É tudo família – no Teatro Cacilda Becker aos sábados e domingos

A Catarsis – Arte para Infância e Juventude – foi criada em 2013 com o objetivo de fomentar as linguagens artísticas através da produção de espetáculos, exposições e festivais. Em 2015, realizou residência artística na Itália, com foco em teatro para crianças, ocasião onde teve contato com a 11ª Edição do Festival de Teatro para a Primeira Infância – chamado de “Visioni di Futuro, Visioni di Teatro”.

Após o retorno da Itália, realizou uma pesquisa sobre teatro para bebês, que durou 15 meses e resultou na produção do primeiro espetáculo de teatro cultural, Garatuja, que estreou em 2016 e cumpriu temporada no Sesc Pinheiros, na Capital. Com o apoio institucional do Sesc Jundiaí, em 2018, produziu a primeira edição do festival ‘Um novo olhar’ – Festival de teatro para primeira infância – e no mesmo ano teve a sua 2ª edição em parceria com o Sesc Jundiaí.

O espetáculo ´´E tudo família’ estreou em 2018 no Sesc Jundiaí e venceu o Prêmio APCA de melhor espetáculo de teatro para o público infantil com texto adaptado; o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil nas categorias melhor espetáculo e melhor autoria de texto adaptado; ficou entre os finalistas do Prêmio Aplauso Brasil de Melhor espetáculo Infantojuvenil 2018; foi eleito como melhor espetáculo infantil da temporada 2018 pelo jornal O Estado de São Paulo e classificado com quatro estrelas pela Revista Veja SP e pelo jornal Folha de São Paulo.

A Catarsis iniciou 2020 cumprindo temporada com dois espetáculos – ‘Scaratuja’ e ‘É tudo família’ – no Teatro Cacilda Becker aos sábados e domingos. Ainda em 2020, em virtude da pandemia causada pela Covid, readequou seus espetáculos em formato virtual.

Iniciativa da Catarsis – Arte para a Infância e Juventude – realizou em março de 2021 o primeiro projeto pensado pelas crianças – o festival ‘A gente que fez’ teve todos os encontros de forma virtual. “Sempre acreditamos que a escuta da criança e do jovem é essencial para o mundo e para o nosso trabalho, assim como a interação com o público. Em nossos projetos sempre buscamos, de alguma maneira, colocar em prática essa crença, mas foi no processo de criação e produção do festival que conseguimos aprofundar isso, trabalhando lado a lado com as crianças do início ao fim do projeto”, explica a produtora Aline Volpi.

O projeto foi pensado para ser inscrito num edital emergencial promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo – o objetivo do edital era receber propostas de festivais que fossem realizados em ambiente virtual. “Como falei anteriormente, sempre acreditamos que ouvir as crianças e os jovens é fundamental; então aproveitamos essa chance para colocar em prática uma ideia que há tempos nos acompanhava: ouvir e também realizar as vontades, os desejos, as opiniões dadas”.

Com o projeto aprovado, chegou a vez de realizar as inscrições para as crianças que formariam a comissão de crianças. ”Divulgamos um chamamento para quem quisesse se inscrever e participar do processo de produção do festival. Vinte e duas crianças entre 9 e 12 anos se inscreveram. A maioria delas não conhecíamos, nunca tínhamos visto”.

O festival teve grandes emoções das crianças e até mesmo dos artistas. “A expectativa era bem grande. Mesmo com todos os encontros tendo sido feitos virtualmente, deu aquele friozinho na barriga, típico das estreias” conta a produtora.

O festival teve a produção passando por todas as áreas – desde a escolha das atrações até a identidade visual, acessibilidade e divulgação foram decididas e resolvidas pelas crianças integrantes da comissão de crianças. O trabalho foi feito em conjunto com profissionais que fizeram a mediação das ideias e propostas de cada área. Com grande expectativa, todos esperam pela segunda edição do festival. “E esperamos que a segunda edição tenha atividades presenciais e virtuais; nossa ideia é fazê-lo num formato híbrido”.

A acessibilidade do festival merece destaque – todas as atividades, tanto da programação artística, como oficinas e rodas de conversa, tiveram a tradução para Libras. Isso fez com que pessoas com deficiência auditiva participassem de forma ativa em 80% da programação.

O impacto foi positivo e o resultado foi ainda melhor. Dona Neide, de 74 anos, tem deficiência auditiva e pela primeira vez conseguiu acompanhar um festival de artes. De acordo com o filho Luciano, tradutor/intérprete de Libras, o evento foi inédito. “O festival foi um passo muito importante para a comunidade surda de Jundiaí e região, foi um grande evento com espetáculos quase todos os dias, e no sábado, com três espetáculos. Nunca aconteceu igual,com tanta acessibilidade”, afirma Luciano.

Ele conta que foi uma oportunidade única trabalhar no evento. “Foi um grande desafio trabalhar com cinco profissionais de Libras, nós fizemos todos os espetáculos. Para nós foi uma oportunidade única e ainda mais para a comunidade surda”. Na opinião do intérprete de Libras, todos os eventos deveriam ser acessíveis por ser uma questão não só de direitos. “Todos têm o direito de receber as informações em sua primeira língua, mas a acessibilidade não é somente direito, é uma questão de respeito. Digo que todos os eventos deveriam ser acessíveis”.

A Catarsis, é uma produtora cultural dirigida a personagens extremamente valiosos: “Trabalhamos para seres humanos. Podemos fazer sorrir, emocionar, transformar, acompanhar uma criança, um bebê ou uma pessoa pelo resto de sua vida e isso é sensacional”, finaliza Aline Volpi.

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A Editora Urbem faz parte do Grupo Novo Dia e edita livros de diversos assuntos e também a Urbem Magazine, uma revista periódica 100% digital.

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