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terça-feira, 18 maio, 2021
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O teatro da pandemia

Todos os dias, menos sábados e domingos, o ilustríssimo, excelentíssimo, magnífico governador do estado está na TV, às 12h45, dando entrevistas, e respondendo a perguntas escolhidas a dedo sobre a pandemia. Um verdadeiro show-man, se expondo ao máximo.
É para isso que está servindo a pandemia. Pelo menos para o governador. Entrevistas acompanhadas por seus acólitos, que se limitam a concordar com o que ele fala, ou falando também, ou balançando a cabeça. E isso acontece no estado mais produtivo e desenvolvido do País. Imagina-se o que outros governadores, da mesma laia, estão fazendo em seus estados.
Que o vírus está politizado não há dúvida. Que está servindo para promoção pessoal de futuras candidaturas, também não há dúvida. Mas há uma velha máxima – quanto mais se fala, mais chance há de errar. E pelo que o governador tem falado e demonstrado, conclui-se que está perdidinho.
Numa hora permite a abertura de certos setores, noutra fecha tudo. Numa hora monta hospitais de campanha – milionários, por sinal – noutra desmonta tudo. E agora voltou a prometer novos hospitais do tipo.
Percebe-se que não há uma base científica, um estudo, uma análise séria para se determinar o que deve continuar funcionando e o que deve ser fechado.
Restaurante não pode funcionar. E quantas pessoas há num restaurante ao mesmo tempo? Poucas, mas isso é considerado aglomeração. Salão de barbeiro não pode, assim como salão de cabeleireira – ambos com frequência diminuta. Em nome de se evitar aglomeração.
Mas trens da CPTM continuam funcionando normalmente, com média de 200 passageiros por vagão, assim como o Metrô. Ou como os ônibus do transporte urbano. Tudo lotado. Mas isso, para o governador, não é aglomeração.
Não dá para confiar no que ele fala. É preciso cuidado, concordamos, mas vamos ser mais coerentes. Nem casa de materiais de construção está funcionando – talvez o vírus se esconda entre as pedras ou a areia.
Na realidade, nas últimas décadas, os governos esqueceram de cuidar da Saúde pública. Investiram em obras faraônicas, como estádios de futebol, pontes, viadutos, e não entenderam que a população estava aumentando, e que era preciso novos hospitais.
No Brasil, constatou-se agora – há mais laboratórios produzindo vacinas para animais do que para pessoas. Sim, mais de 30 para animais, só dois para humanos. E isso é culpa de quem? De nós, que escolhemos mal, votamos pior ainda, e colocamos para governar gente desprovida de qualquer sentimento.

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