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quinta-feira, 25 fevereiro, 2021

Estudo preliminar na Escócia: 1º dose da vacina de covid-19 reduziu o risco de internação em até 94%

Entre os pacientes com 80 anos de idade ou mais, a vacinação foi associada a uma redução de 81% no risco de hospitalização pela doença.

Um estudo preliminar feito na Escócia apontou que as pessoas que receberam a primeira dose das vacinas de Oxford/AstraZeneca ou da Pfizer/BioNTech tiveram risco de internação por Covid-19 reduzidos em 94% e 85%, entre 28 e 34 dias após a vacinação.

De acordo com a análise, os pacientes com 80 anos ou mais, a vacinação foi associada a uma redução de 81% no risco de hospitalização, no mesmo período depois do recebimento da primeira dose. Esse dado considera tanto os pacientes que receberam a vacina de Oxford quanto a da Pfizer. Os dados foram divulgados hoje, segunda-feira (22/02), mas ainda não foram validados por outros cientistas. 

Aziz Sheikh, professor da Universidade de Edimburgo e um dos líderes do estudo, disse que: “Estes resultados são muito animadores e nos deram muitas razões para ser otimistas com o futuro”. 

O estudo

Os cientistas analisaram dados de toda a população da Escócia. 5,4 milhões de pessoas, entre 8 de dezembro e 15 de fevereiro.  1,14 milhões de doses foram aplicadas; 21% da população recebeu uma primeira dose. Cerca de 650 mil pessoas receberam a vacina da Pfizer e 490 mil, a de Oxford.

Mesmo com resultados preliminares, o pesquisador Aziz Sheikh comentou:  “Estou muito esperançoso. Agora temos indícios nacionais de que a vacinação oferece proteção contra hospitalizações por Covid-19”. O comentário foi feito durante uma entrevista coletiva. 

O estudo também apontou que  a partir de 42 dias depois da primeira dose, a redução nas hospitalizações entre o grupo vacinado e não vacinado foi de 64% na vacina da Pfizer. Para a de Oxford, não havia dados disponíveis, porque ela começou a ser aplicada apenas em janeiro.

Aplicação das vacinas 

O Reino Unido adotou uma política de aplicar a primeira dose na maior quantidade de pessoas. O comitê científico do país recomendou que a segunda dose da vacina de Oxford seja aplicada de 4 a 12 semanas após a primeira, e a da Pfizer, de 3 a 12 semanas. 

No Brasil, a vacina de Oxford está sendo aplicada com 12 semanas de espaço entre as doses. O imunizante da Pfizer ainda não foi aprovado no país.

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