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quinta-feira, 28 janeiro, 2021

Imunização em massa evita mortes, gera economia e pode tornar a Covid-19 mais controlável

A Covid-19 pode ser controlada se as pessoas tomarem consciência de que a vacina é a melhor solução para evitar que outras milhões de vidas sejam perdidas no mundo

Está provado que a vacinação em massa pode sim controlar e erradicar a disseminação de doenças. Foi por de meio de campanhas de vacinação, que o Brasil conseguiu controlar doenças como difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola e tétano.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e de vários grupos de estudos ao redor do mundo, a vacinação evita atualmente quatro mortes por minuto, além de gerar uma economia de cerca de R$ 250 milhões por dia, levando em consideração os custos de internação, medicamentos, transporte, perda de produtividade, incapacidade permanente entre outros pontos.

A Covid-19 pode ser controlada se as pessoas tomarem consciência de que a vacina é a melhor solução para evitar que outras milhões de vidas sejam perdidas no mundo. Segundo balanço da Universidade Johns Hopkins, o mundo registrou na terça-feira (12) novo recorde de mortes pelo novo coronavírus. Foram 17.186 óbitos em todo o planeta.

Ao todo, são quase 2 milhões de mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo e mais de 91 milhões de infectados. No Brasil foram mais de 204 mil mortes e 8,1 milhões de casos. O país registrou uma média de 54 mil novos casos confirmados nos últimos 7 dias, o maior número desde o início da pandemia.

Ao todo, são quase 2 milhões de mortes pelo novo coronavírus em todo o mundo e mais de 91 milhões de infectados

Segundo os especialistas em saúde pública, a vacinação pode ter um impacto importante na redução na taxa de internações e, consequentemente, no número de mortos. Com a vacina contra a Covid-19, a doença passa do patamar de pandemia mortal para uma infecção mais branda e controlável. É o que aconteceu com outras doenças que mataram milhões de pessoas no século passado.

Doenças como sarampo, por exemplo, foi controlada por anos no Brasil após a vacinação em massa. A doença voltou a reaparecer no país, com a disseminação de informações falsas e o avanço de grupos antivacinação.

Eficácia – O Brasil vive a expectativa de ter a primeira vacina contra a Covid-19 aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A CoronaVac produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, mostrou ter uma eficácia de cerca de 50,4%. Para ter aprovação, segundo a OMS e a Anvisa, o imunizante precisa apresentar taxa de 50% de eficácia.

A CoronaVac produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, mostrou ter uma eficácia de 50,4%

Outras vacinas mostraram ser mais eficazes como Pfizer (95% de eficácia), Moderna (94%), Sputnik V (90%) e AstraZeneca/Oxford (62 a 90%). Apesar disso, especialistas garantem que o número mais baixo não significa que a CoronaVac seja menos valiosa ou possa ser descartada.

Ao tomar uma vacina com 50% de eficácia, quer dizer que a pessoa tem 50% de chances de não desenvolver a Covid-19, outros 78% de chances de não precisar de atendimento médico algum por conta da doença, além de ter 100% de chances de não precisar ser encaminhado à UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Atualmente, vacinas que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação apresentam taxa de eficácia em torno de 50%. São vacinas contra a influenza (gripe), coqueluche, catapora e rotavírus. Com a vacinação, essas doenças hoje são controláveis, o que não ocorria até acontecer uma imunização em massa no Brasil.

O mais importante nesse cenário, não é taxa de eficácia em si, mas uma boa cobertura vacinal para evitar que o agente infeccioso continue em circulação. O médico Marcio Sommer Bittencourt, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, resumiu a questão em uma série de postagens no Twitter.

“Sendo simplista, se vacinar 1 milhão [de pessoas] com vacina que reduz 95%, o máximo que você protegeu foi 950 mil pessoas. Se vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50%, você protege até 100 milhões de pessoas”.

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