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sábado, 23 janeiro, 2021

AUJ registra mais de 28 mil casos de Covid-19; Brasil atinge mais de 200 mil mortes

Ações irresponsáveis do Governo Federal se refletem na falta de cuidado e proteção da população

A Covid-19 ganhou força e conseguiu ceifar mais 200 mil vidas no Brasil desde o início da pandemia, em março. De acordo com o boletim do consórcio de veículos de imprensa, até a noite de quinta-feira (7) o país registrava a triste marca de 200.163 óbitos, com 7.930.943 casos confirmados. Cientistas da Fiocruz estimam que o número de vítimas fatais seja 30% maior do que o reportado. No estado de São Paulo, foram 47.768 óbitos e 1.515.158 casos confirmados do novo coronavírus.

De acordo com dados oficiais do Centro de Contingência do Estado de São Paulo, que monitora e coordena ações contra a propagação do novo coronavírus e reúne os dados de todos os 645 municípios paulistas, há na região do Aglomerado Urbano de Jundiaí, mais de 28 mil casos da doença.

O AUJ reúne as cidades de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista. Todas as cidades somam mais de 800 mortes por Covid-19. Em Jundiaí, a maior cidade da região, são mais de 400 óbitos e mais de 18 mil casos de Covid.

Ainda de acordo com os dados apresentados pelo Centro de Contingência do Estado de São Paulo, a taxa de isolamento em Jundiaí é de apenas 32%. Na região, apenas Campo Limpo Paulista apresenta uma taxa maior – 54%. A cidade com o maior índice é Monte Alto, localizada na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, com 75%. Hoje, os 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 611 com um ou mais óbitos.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65,3% na Grande São Paulo e 62,8% no Estado

Negacionismo – As atitudes negacionistas e descrença do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao novo coronavírus, além de atrasar as políticas públicas de saúde e o plano de vacinação, se refletem nas atitudes da população, que age como se a doença só atingisse o vizinho.

Na noite de quinta-feira (7), quando o país passou das 200 mil mortes pela Covid-19, Bolsonaro falou: “a gente lamenta, mas a vida continua”, mostrando que pouco se importa com os números e com as famílias que assistem de camarote a ineficiência do governante em lidar com uma crise sanitária sem precedentes.

Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado no país, em 26 de fevereiro de 2020, até o início deste ano de 2021, foram incontáveis as declarações que demonstram o pouco caso de Jair Bolsonaro com o avanço da pandemia no Brasil.

Enquanto outros países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declaravam que mundo estava vivendo uma pandemia, Bolsonaro dizia que a doença era apenas uma “gripezinha”. El também já declarou que a pandemia “não era o fim do mundo” e que não havia motivo para “histeria”. Em março, Bolsonaro “previa” que o número de mortos não passaria de 800. “O número de pessoas que morreram de H1N1 foi mais de 800 pessoas. A previsão é não chegar aí a essa quantidade de óbitos no tocante ao coronavírus”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro é o primeiro a dar mau exemplo nas medidas de prevenção ao coronavírus

Em novembro, quando o país já registrava um novo aumento no número de infectados e de mores pela Covid-19, o presidente novamente menosprezou a pandemia. “Agora tem essa conversinha de segunda onda”.

Ineficiência – Seguindo o comportamento birrento e mimado de Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde, na figura do ministro Eduardo Pazuello, segue dando bola fora e desrespeitando o profissional de saúde e a população que aguarda por uma imunização contra o novo coronavírus.

Além de politizar a vacina contra Covid-19, o governo federal bate-cabeça até para se ter nas mãos os insumos necessários para que se coloque em prática o Plano Nacional de Vacinação, que aliás, só foi definido após pressão no Supremo Tribunal Federal (STF), dos governadores estaduais e da própria sociedade civil. Ainda assim, a vacinação, segundo Pazuello deve começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro.

Comigo não acontece – A verdade é que boa parte dos brasileiros tratam a Covid-19 com o mesmo desprezo que o presidente. O discurso só muda quando alguém da família vai parar na UTI ou entram para dados oficiais do número de mortos.

Ainda que seja necessário sair para a rua, trabalhar e ter contato com outras pessoas, valem as orientações de prevenção que vêm sendo desvalorizada pelas pessoas. O uso correto de máscaras (que cubram todo o nariz e boca), o distanciamento social, a higienização das mãos, o uso de álcool e se manter longe das aglomerações ainda são medidas necessárias e preventivas.

Ocupação UTI – Tanto em São Paulo, como em outros estados como Amazonas, Rio de Janeiro, a taxa de ocupação nos leitos de UTI’s preocupa. De acordo com os médicos do Centro de Contingência ao Coronavírus é importante ampliar as restrições de quarentena no estado paulista.

Para os especialistas, só com o endurecimento da quarentena, será possível ter mais leitos disponíveis daqui a 15 dias. Esse é o prazo que os médicos esperam ter um aumento na demanda hospitalar para atender parte das pessoas que se infectaram em aglomerações nas festas de final.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 65,3% na Grande São Paulo e 62,8% no Estado. Em Jundiaí, a taxa de ocupação nos leitos de UTI Covid-19 na rede pública chegou a 78% na quinta-feira (7), e 80% na rede particular.

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