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sábado, 27 fevereiro, 2021

A demanda e a lógica da reorganização geográfica da economia globalizada

A empresa moderna tem reorganizado o espaço geográfico mundial, pois a instalação de uma indústria em determinado lugar depende de uma série de elementos que se tornaram imprescindíveis para sua implantação. O professor de economia da Universidade de Harvard, Michael Porter define em um modelo teórico os atributos para uma companhia definir sua estratégia de implantação.

Observando as transformações econômicas e sociais ocorridas desde a primeira Revolução Industrial, as condições dos fatores de produção, como: acesso fácil à matéria prima, mão de obra pronta para o trabalho, infraestrutura social e fomento foram decisivos para o desenvolvimento da sociedade, independente do sistema de organização social da produção.

Com o fracasso do modelo estatal soviético, o filosofo Francis Fukuyama escreveu uma metáfora sobre o fim da história, afirmou que a derrota do fascismo após a Segunda Guerra Mundial e a derrocada do socialismo no limiar do novo milênio colocava o liberalismo como a ideia-força para organização político-econômica das sociedades e obviamente uma nova ordem mundial, com mais liberdade para os mercados e a competição seria regida pela mão invisível, sem intervenção do estado constituído.

A euforia do ocidente com a imposição da nova ordem capitaneada pelo império norte americano e as facilidades de publicidade das ideias utilizando-se da internet, como veiculo de propaganda. Não observou a revolução silenciosa que estava ocorrendo no gigante asiático com um contingente de futuros consumidores vorazes por bem estar social. A China passa a ser o grande ofertante de bens intermediários para a indústria em qualquer ponto do globo. Elevando a produtividade dos processos e permitindo que outras nações corrigissem seus problemas macroeconômicos.

O consumo das famílias é uma das variáveis mais importantes na estratégia de estabilidade social e econômica de um território soberano. Segundo dados da OCDE a produção chinesa já ultrapassa a soma da produção de Europa e Estados Unidos. É evidente que o Partido Comunista da China tem a batuta dessa orquestra e a alocação dos recursos é direcionada estrategicamente para o avanço da economia. Atualmente estão na vanguarda de muitas tecnologias basta verificar a reação do Estado norte americano tentando evitar o domínio chinês em algumas cadeias produtivas estratégicas. Os grandes grupos empresariais de qualquer origem traçam suas estratégias com base no futuro do pretérito do mercado chinês. A Volkswagen Group China, juntamente com seus parceiros de joint venture chineses, entregou 4,23 milhões de veículos no mercado da parte continental da China e Hong Kong em 2019, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior, segundo um comunicado da companhia. Foram vendidos no mercado interno chinês aproximadamente 28 milhões de veículos no ano de 2019;

As politicas agressivas de distribuição de rendas projetado pelo PCC que tem como metas dobrar o tamanho da classe média e triplicar a renda, se consolidada em curto prazo, causará graves desequilíbrios sociais e econômicos na terra, principalmente para os países subdesenvolvidos.  Os quais não tem planejamento estratégico, onde os projetos são de ordem politica e nunca de estado soberano.

O Brasil se não acordar ficará sobrevivendo de bordões enganosos, e sempre buscando um salvador, o qual mais justifica suas incompetências jogando a culpa em alguém e jamais assumindo que é incapaz de conduzir uma nação para um futuro sustentável. De nada importa para as empresas, se o espaço geográfico habitar mais de 200 milhões de pessoas se a maioria apenas tem renda de subsistência.

O centro gravitacional dos mercados está se deslocando dos vales do Silício e do rio Ruhr, para as margens rio Yangtzé. As correntes que forem atraídas por essa força sobreviverá. Essa é a logica da reorganização geográfica da economia para o século XXI.

Everton Araújo. Economista e professor universitário

Vendas da Volkswagen na China sobem em 2019

A Volkswagen Group China, juntamente com seus parceiros de joint venture chineses, entregou 4,23 milhões de veículos no mercado da parte continental da China e Hong Kong em 2019, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior, segundo um comunicado da companhia.

As estatísticas da empresa mostraram que a marca Volkswagen e suas submarcas JETTA, Audi e Porsche registraram crescimentos de 1,7%, 4,1% e 8%, respectivamente, no mercado.

As entregas da categoria SUV do grupo atingiram 812.500 em 2019, saltando 81,6% em termos anuais. O grupo também está expandindo seus serviços de mobilidade eletrônica, oferecendo sete modelos de veículos de nova energia no mercado, de acordo com o comunicado.

Stephan Wollenstein, CEO da Volkswagen Group China, revelou que a companhia investirá 4 bilhões de euros este ano, dos quais 40% serão destinados à mobilidade eletrônica.

“Juntamente com os sólidos desempenhos da Volkswagen e Audi, bem como de outras marcas do grupo, incluindo os recém-chegados como a JETTA, estamos confiantes no desenvolvimento contínuo do mercado automobilístico chinês em longo prazo”, disse Wollenstein.

As vendas de automóveis da China caíram 8,2% em 2019 para 25.77 milhões, segundo os dados divulgados no início desta semana pela Associação Chinesa de Fabricantes de Veículos Automotores.

A China prometeu adotar várias medidas para aumentar o consumo de automóveis, especialmente as vendas de veículos de nova energia. Um importante documento publicado pelo Conselho de Estado em setembro do ano passado sugeriu que as autoridades locais aliviassem as restrições às compras de carros.

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