22.7 C
Jundiaí
quinta-feira, 21 janeiro, 2021

Os caminhos da servidão e os parasitas sociais

O capitalismo, em qualquer lugar, apesar das suas imperfeições consegue ser menos agressivo para a base da pirâmide social. Mas no Brasil de governos montados no receituário neoliberal tendo como base o Consenso de Washington, cresce ainda mais a quantidade de pessoas sem lugar na sociedade. Para o IBGE, 53% da população em idade de trabalhar ficaram inativos ou desempregados em 2020.

O indicador do IBGE aponta uma catástrofe, levando em consideração a quantidade de pessoas que mal conseguem atender as suas necessidades fisiológicas. São aproximadamente 120 milhões de cidadãos que não tem acesso a emprego, moradia, educação e plano de saúde. Entretanto, essa massa continua iludida no sonho da prosperidade alimentada por uma sociedade que prega o consumo patológico como sinônimo de felicidade.

O custo de vida tem ficado mais caro para os estratos de renda mais baixos em comparação com os mais altos na Região Metropolitana de São Paulo, mostra um balanço da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP).

A explicação está no aumento significativo dos preços de alimentos e bebidas em 2020: ainda considerando os 12 meses analisados pela pesquisa, a expansão desses itens foi de 12,6%. Os ingredientes básicos que compõem mesa dos brasileiros estão entre os mais atingidos. Em outubro, por exemplo, o arroz estava 64,3% mais caro referente ao mesmo mês do ano passado. O feijão, por sua vez, registrou elevação de 52,62%. O óleo de soja foi o produto mais afetado: subiu 93% em um ano.

A economia brasileira está diante de um fenômeno muito perigoso que é a Estagflação, ou seja, o aumento de preços com a queda na demanda. A produtividade dos fatores de produção e a elevação da moeda de referência estimulou esse desequilíbrio nas matrizes de oferta e demanda.

O Brasil está em uma encruzilhada sem saber qual o caminho a seguir. É perceptível que o governo central não tem projetos para solucionar as crises que estão assolando a sociedade. Está camuflando o problema com populismo para seus apoiadores que estão em estado de euforia diante do ídolo.  No caso do Presidente e uma parte dos seus seguidores que em uma boa posição social é até compreensível que a pauta comida é insignificante, pois estão de barriga cheia. E mais é nítida à ostentação de suas conquistas materiais as quais servem para oprimir com o discurso de que, quem está sem trabalho é preguiçoso e aquele dependente da ajuda do estado é vagabundo.

Essa fantasia do estado mínimo é o passo para o precipício de um povo pobre de recursos e carente de oportunidades. O pior personagem deste filme de terror é o ator principal, ao baforar com seu palavreado escroto fazendo chacotas dos bônus estatais que mata a fome dos pobres e obviamente não olha para o próprio abo e de seus filhos que nunca assumiram uma posição no setor privado nem como empresário ou empregado. São parasitas de uma sociedade miserável e sem capacidade de reação, pois são enganados pelo terror do medo para manter a esperança viva.

A liberdade tanto parafraseada pelo chefe da Nação não é a qual o cidadão merece  e sonha e sim a imposta pela brutalidade do neoliberalismo. Em breve estaremos presenciando a figura predominante do homem pobre e livre do Brasil do século 19, explicitado nos romances de Machado de Assis, Bernardo Guimarães, Franklin Távora, Visconde de Taunay e José de Alencar. Aleluia

Everton Araújo
Economista e professor universitário

Novo Diahttps://novodia.digital/novodia
O Novo Dia Notícias é um dos maiores portais de conteúdo da região de Jundiaí. Faz parte do Grupo Novo Dia.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADE

notícias relacionadas