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segunda-feira, 30 novembro, 2020

Homem negro morre após ser espancado por seguranças em supermercado de Porto Alegre

Homem foi rendido e imobilizado por dois homens e agredido até a morte

Um homem negro, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos, sendo um segurança e um policial militar, em uma unidade do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite desta quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.

A Brigada Militar de Porto Alegre informou que o espancamento deu início após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado. “A esposa [da vítima] referiu que eles estavam no mercado fazendo compras, que o marido fez um gesto à ela, que ela não soube especificar. E ele teria sido conduzido para fora do mercado”, disse a delegada Roberta Bertoldo.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamada ao local e tentou reanimar o homem, depois que ele foi espancado, mas ele morreu no local. Os dois agressores foram autuados em flagrante por homicídio qualificado.

O Carrefour informou, em nota, que lamenta profundamente o caso, que iniciou rigorosa apuração interna e tomou providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente. A rede informou que o contrato com a empresa de segurança foi rompido e que vai prestar todo o apoio à família da vítima.

Outros casos – Esta não é a primeira vez que a rede Carrefour está relacionada a casos de violência. No final de 2018, um cachorro foi morto por um segurança após ser agredido com uma barra de ferro em Osasco, na Grande São Paulo.

Em Recife, um homem teve um mal súbito e morreu no interior da loja em agosto, e para não interromper o funcionamento, funcionários colocaram tapumes e guarda-sóis para encobrir o corpo da vítima.

Racismo – O número de relatos e casos de agressão a negros em supermercados tem aumentado no país. Recentemente um homem disse ter levado um tapa no rosto em um supermercado no Rio de Janeiro, após ser acusado por um segurança de furtar uma carne. O caso foi registrado pela polícia como calúnia e “vias de fato”, podendo desdobrar para discriminação racial.

Em Araçatuba, uma jovem de 23 anos também alegou sofrer injúria racial e registrou um boletim de ocorrência após ser seguida pelo segurança e enforcada pelo gerente de um supermercado.

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