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quarta-feira, 28 outubro, 2020

Você entende o que o Tinder lhe diz?

O Tinder veio para ficar. Dia e noite há gente absorta em mensagens, procurando parceiros. A maioria é em busca de encontros passageiros, sexo mesmo. Alguns casos acabam se tornando romance – raros – mas o Tinder conseguiu juntar pessoas de todas as idades. O estudo Love Conection, feito pela Meetic, é resultado de entrevistas com 9.700 solteiros em sete países da Europa. 56% dos jovens espanhóis usam a internet em busca de parceiros. 30% dos solteiros com mais de 50 anos também estão à caça. As plataformas preferidas da paquera são o Tinder, o Instagram e o Facebook.

Mas você sabe o que significam os termos nessas redes? Vamos lá:

Ghosting

É a palavra-estrela desse catálogo da crueldade, e o coronavírus poderia tê-lo espalhado ainda mais. Consiste em sumir feito um fantasma: deixar de atender telefonemas e responder a mensagens, ou inclusive bloquear a outra pessoa sem dar nenhuma explicação.

É uma ruptura sem ruptura. Como se o relacionamento nunca tivesse existido. Segundo uma pesquisa da empresa BankMyCell, 53% das mulheres e 51% dos homens reconhecem ter sumido assim alguma vez.

Zumping

Batizada durante o confinamento pela jornalista Julia Moser, essa nova técnica junta as palavras Zoom (o aplicativo que todos passaram a conhecer tão bem nos últimos meses) e dumping (que significa jogar algo ou alguém no lixo). Consiste, portanto, em romper o namoro por videochamada. É a versão millennial do post it de Sex in the City.

Mooning

É uma variante mais sutil (e para muitos, mais cruel) do ghosting, já que em vez de comunicar a uma pessoa que não estamos mais interessados nela, ativamos o modo não perturbar (cujo ícone no iPhone é uma lua, daí seu nome) para silenciar exclusivamente as notificações dessa pessoa. Às vezes quem nos mooneia jamais chega a ler nossos WhatsApps, ou os lê pondo o celular no modo avião para não vermos as duas flechinhas azuis até que volte a se conectar.

Whelming

Uma das últimas incorporações a este glossário, deriva do adjetivo inglês overwhelmed, que significa sobrecarregado(a). Consiste em contar ao seu match como a sua vida amorosa anda agitada, fingindo saturação e irritação com a insistência dos outros pretendentes, quando o que se pretende é avivar o interesse do interlocutor. Em geral, é fruto da insegurança e costuma gerar o efeito contrário, ou seja, a outra pessoa vê a léguas de distância que não é verdade.

Zombieing

Quando uma pessoa, depois de fazer ghosting, ressurge dos mortos e reaparece em nossa vida como se nada tivesse acontecido.

Benching

O match não chega a desaparecer totalmente (ou seja, a fazer ghosting), mas deixa a outra pessoa em banho-maria, como um plano B, e simplesmente escreve de vez em quando para nos recordar que “está por aí”. Na verdade, quem “está por aí” é a vítima do benching, que, ao perceber essas pequenas amostras de interesse, não chega a dar por encerrado o relacionamento. Imagina que logo virará titular, quando apenas está no banco de reservas (que é o significado de bench em inglês). Novamente, Sex in the City dedicava um capítulo a este comportamento (que depois rendeu um livro e um filme): He’s Just Not That Into You (“ele não está tão a fim de você”).

Curving

A meio caminho entre o ghosting e o benching se encontra esta forma de crueldade emocional. Em vez de a pessoa desaparecer de repente, é como se víssemos seu interesse e suas interações com sua vítima descrevendo uma curva decrescente num gráfico. Vai sumir também, mas pouco a pouco.

Orbiting

Apesar de evitar os encontros em pessoa e deixar de responder a telefonemas e mensagens, o orbiter continua curtindo nossas publicações nas redes e vendo nossas atualizações de status no WhatsApp e no Instagram. Há quem considere este comportamento uma forma de cortesia, mas existe quem prefira um ghosting radical.

Breadcrumbing

Literalmente significa deixar migalhas de pão, ou seja, essas pequenas demonstrações de atenção e conexão que recebemos quando alguém nos faz benching, orbiting ou curving. Todos estes termos têm um denominador comum: a capacidade de causar sofrimento e confusão à vítima.

Snooping

Consiste em bisbilhotar tudo o que pudermos de uma pessoa – da inocente busca no Google sobre detalhes da vida do nosso match até as doentias inspeções do celular da outra pessoa, que beiram a ilegalidade.

Pocketing

Tudo parece funcionar, mas a pessoa que consideramos nosso par nos esconde (ou nos mete em um bolso, ou pocket). Novamente, trata-se de uma atitude tão antiga como as próprias relações, mas tem sua versão digital: consiste em evitar uma pessoa nas redes, por exemplo, publicando fotos tiradas na companhia dela (selfies, pratos de um restaurante, paisagens) sem etiquetá-la e, claro, sem que apareça na foto.

Kittenfishing

É outra atitude de amplo espectro (com versões que vão do inofensivo ao patológico e denunciável) que consiste em nos mostrarmos diferentes de como somos na realidade e/ou mentir para seduzir alguém. Há quem sustente que a sedução se baseia justamente nisso, em mostrar à outra pessoa uma versão melhorada de nós mesmos, mas não é a mesma coisa usar uma foto especialmente favorecedora e criar uma nova identidade (ou usurpar a de outrem). Em sua versão “espiritual” se chama wokefishing e quem a pratica finge ser mais solidário e progressista do que é. O exemplo clássico são os homens que se definem como aliados feministas sem sê-lo.

Haunting

É o fenômeno (tão pronunciado durante o confinamento) pelo qual um ex-parceiro reaparece de repente em nossas vidas após muito tempo sem manter contato.

Fleabagging

Define a tendência a sair com pessoas que não nos interessam e não são boas para nós. Segundo uma pesquisa do Plenty of Fish no Reino Unido, é mais comum entre mulheres (63% das consultadas se reconhecem nesta atitude, frente a menos de 40% dos homens).

Glamboozling

Quando marcamos com o crush virtual, mas este cancela o programa na última hora ou simplesmente não aparece. Se além de dar o cano faz um ghosting, considera-se que nosso match nos fez o cloaking.

Negging

Consiste em fingir um elogio para insultar (por exemplo, “você é muito bonita para a sua idade”, “odeio sotaques, mas o seu quase não se nota”, “se você se arrumasse ficaria espetacular”, “de rosto você é linda”, “adoro esses seus quilinhos a mais”, “não me importa que você não tenha estudo”…), de modo que a outra pessoa se sente desconcertada e abalada, sem saber exatamente por quê. O objetivo é que a vítima procure transformar sinais ambíguos em apreciações inequívocas, de modo que procurará, conscientemente ou não, a aprovação do outro, que terá o controle graças a esta sutil forma de abuso.

Typecasting

É uma versão mais sutil do negging e, portanto, exige estar mais alerta: é o que fazem essas pessoas que já desde o seu perfil enviam mensagens passivo-agressivas. Alguns são muito evidentes (os homens que escrevem “mulher louca não”, ou as mulheres que apontam “só se você medir mais de 1,90 m”), mas em outros é preciso fazer uma leitura mais atenta, como os metidos a engraçadinhos – “Se você não for como nas fotos, vou beber até que fique parecida” – ou os do tipo “não me interessa se você comete erros de português ou só se importa com suas selfies fazendo biquinho”. Em geral, quando alguém despreza um grupo concreto de pessoas, no fundo, despreza todas.

Gatsbying

É o que fazemos quando as fotos ou posts que publicamos nas redes sociais parecem ser para o consumo de todos os nossos contatos, mas só queremos impressionar uma pessoa específica.

Obligaswiping

É o que fazem essas pessoas, em sua maioria mulheres, que criam perfis em aplicativos de contatos, mas, conscientemente ou não, na verdade não pretendem se encontrar pessoalmente com ninguém. É uma forma de autoengano muito comum: segundo um estudo do Pew Research, um terço dos usuários destas plataformas nunca concretizou um encontro em pessoa com nenhum de seus pretendentes, e ainda assim sentem que estão fazendo algo para melhorar sua vida sentimental.

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A Editora Urbem faz parte do Grupo Novo Dia e edita livros de diversos assuntos e também a Urbem Magazine, uma revista periódica 100% digital.

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