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quarta-feira, 16 junho, 2021
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Roberto Jefferson, polêmico e controverso, volta a denunciar

Roberto Jefferson teve muita fama quando era apresentador do programa O Povo na TV, exibido pela TS (atual SBT) de 1981 a 1984. Essa fama o incentivou a candidatar-se a deputado federal em 1982. Foi eleito. Mais de 20 anos depois, tornou-se mais famoso ainda ao denunciar a corrupção no governo Lula, escândalo que ficou conhecido como Mensalão. Antes da denúncia, seguidas vezes ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados para alertar o então presidente Lula, acusando formalmente o então chefe da Casa Civil, José Dirceu. Em 2005, a Câmara cassou seu mandato, e Jefferson teve os direitos políticos suspensos por oito anos.

De uns meses para cá, Roberto Jefferson tornou-se novamente centro das atenções pelas denúncias que faz seguidamente contra o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). Numa delas, afirmou que o STF temdois sodomitas, que usam saia por conta de sua opção sexual. Jefferson tem usado o Youtube para falar: “Tem dois ministros lá que têm esses gostos…. tem dois ministros que são meninas. Tem ministros de rabo preso e dois de rabo solo. Um (Edson Fachin) é Carmem Miranda e outro (Luiz Roberto Barroso) o Lulu Boca de Veludo… e eles querem fazer pauta de gênero porque ainda não encontraram o deles”.

Num dos trechos do vídeo, Jefferson afirma que seria vergonhoso que dois ministros assumissem que são “enrabados por um negão”. Talvez a ira se deva ao fato do STF estar investigando Jefferson, suspeito de organizar os chamados atos antidemocráticos. Um dos ministros, Alexandre de Moraes, as “reiteradas ofensas de Jefferson na internet ofendem o tribunal e seus integrantes, com conteúdo de ódio e de subversão da ordem”. Alexandre de Moraes não é o mais indicado para falar em lisura do STF.

As posições do ex-deputado em sua carreira política sempre foram polêmicas. Durante o governo de Fernando Collor de Mello, Jefferson fez da parte da chamada Tropa de Choque – grupo de políticos que defendiam o então presidente, já ameaçado por impeachment. Collor acabou afastado. Em 1993, Jefferson apareceu novamente como um dos envolvidos no esquema de propinas na CPI do Orçamento. Ele e mais 14 deputados. A acusação não deu em nada, pois provou-se que seus rendimentos eram compatíveis com seu patrimônio.

No primeiro turno das eleições de 2002, Jefferson apoiou Ciro Gomes. No segundo turno, recomendou voto para Lula, que acabou eleito. Como presidente do PTB, Jefferson determinou alianças com o PT nas capitais, nas eleições de 2004 – e em troca, o PT ajudaria o PTB financeiramente. Em 2005, apareceram as primeiras denúncias de corrupção nos Correios – e Jefferson denunciou todos os envolvidos, nascendo o Mensalão.

Numa live em abril deste ano, Jefferson denunciou o golpe parlamentarista que estaria sendo armado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Depois da denúncia, declarou apoio a Bolsonaro. E aí vieram as cerejas do bolo – Jefferson divulgou uma foto em sua rede social segurando um fuzil, dizendo se preparar para “combater o bom combate. Contra o comunismo, contra a ditadura, contra a tirania, contra os traidores, contra os vendilhões da Pátria. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

O STF e a Globo se tornaram alvo de Jefferson em outras declarações: “Bolsonaro, para atender o povo e tomar as rédeas do governo, precisa de duas atitudes inadiáveis: demitir e substituir os 11 ministros do STF, herança maldita. Precisa cassar agora todas as concessões de rádio e TV das empresas concessionárias Globo. Se não fizer, cai”. Jefferson também é autor do livro É autor do livro Nervos de aço – Um retrato da política e dos políticos no Brasil, publicado pela Editora Topbooks. Durma-se com um barulho desse.

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A Editora Urbem faz parte do Grupo Novo Dia e edita livros de diversos assuntos e também a Urbem Magazine, uma revista periódica 100% digital.

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