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sexta-feira, 20 maio, 2022

Sem definição, possíveis candidatos buscam acordos

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Em outubro do próximo ano, os quase 280 mil eleitores de Jundiaí vão escolher o prefeito para governar a cidade de 2017 a 2020 – em suma, dirão se continuam com o atual, Pedro Bigardi, ou se querem outro. No meio político há muita movimentação, com partidos formando chapas de candidatos a vereador e buscando acordos.
Que Pedro Bigardi é candidato à reeleição ninguém duvida, como também ninguém duvida que qualquer prefeito começa uma campanha eleitoral com no mínimo 30% de intenções de voto. Há mais candidatos querendo, e nem todos o serão.
No PSDB ficam as maiores dúvidas. O ex-prefeito e atual deputado federal Miguel Haddad desconversa, mas poderá ser candidato. Mas vai depender de como estará a situação no ano que vem – Miguel tem fama de não entrar em bola dividida, de ir na certeza.
O atual deputado estadual Luiz Fernando Machado não esconde que quer ser candidato, tal como em 2012, quando perdeu a eleição para Bigardi. O problema é que estaria havendo resistência dentro do partido. Por conta dessa resistência, Luiz teria até ensaiado mudar de partido e ir para o PSB. Uma hipótese ainda provável, se tiver garantia de não perder o mandato de deputado.
Dentro do PT a história é meio confusa. Durval Orlato, atual vice-prefeito, teria ensaiado lançar-se candidato a prefeito. Seria um rompimento amigável do partido com Bigardi, que precisaria buscar outro candidato a vice, em outro partido. Uma possibilidade seria o atual presidente da Câmara, Marcelo Gastaldo, do PTB.
Há ainda a possibilidade de haver outra candidatura pra valer – a chamada terceira via, que pode sair do novo partido resultado da fusão do PPS e PSB (veja matéria na página 16). Esse candidato poderia ser o vereador Antonio de Pádua Pacheco ou o também vereador Paulo Sérgio Martins.
As indefinições não param por aí. Dentro do PSDB, por exemplo, há correntes favoráveis ao lançamento do empresário Ricardo Benassi a prefeito ou a vice. Essas correntes se apoiam no fato de ele ser novidade e ter sobrenome tradicional na política local – seu tio, André, foi prefeito duas vezes.
Ainda dentro do PSDB, há os que defendem o conceito de chapa pura – é onde aparece o vereador Gustavo Martinelli, apontado como provável vice, ou de Miguel Haddad ou de Luiz Fernando Machado. Miguel teria dito há algumas semanas, numa reunião com pastores no bairro Fazenda Grande, que Gustavo seria seu vice. Gustavo, como é fato público, é afiliado de Miguel, que foi seu padrinho de casamento.
A confusão não terminou. Os que entendem que Durval Orlato deva ser candidato pelo PT, entendem também que ele deva fazer alianças com outros partidos – e um desses partidos poderia ser o PMDB. Poderia, uma vez que já está comprometido com Bigardi e participa do atual governo – Waldemar Foelckel, o Cabelo, dirige a Fumas.
Como há outros partidos ansiosos para ter vez, vai depender do que os chamados partidos de ponta resolverem. E aí entram questões quase pessoais – uma aliança com o PSDB, por exemplo, é viável ao PHS e ao PSDC se o candidato for Miguel Haddad ou Ricardo Benassi. Com Luiz Fernando parece não haver tanta certeza.
O PP nunca se sabe pra que lado vai. Esteve com Benassi, com Ary Fossen, com Miguel Haddad e agora está com Pedro Bigardi. Ulisses Guimarães certo dia definiu que política é como nuvem – você olha está de um jeito, e olha novamente, segundos depois, está de outro. Dentro dessa premissa, é esperar um pouco de tudo em 2016.

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